A infância de Jesus

Este tempo da vida de Jesus que os evangelhos não narram sempre despertou em nós muita curiosidade. Deste período encontramos apenas a passagem de Jesus no Templo aos 12 anos de idade, discutindo com os doutores da lei. Depois disto um grande silêncio que vai até o início da sua vida pública.

É de se considerar que os fatos a respeito da vida de Jesus que marcavam as comunidades eram os acontecimentos da sua vida pública e pouca importância foi dada para a sua vida privada no recanto da casa de Nazaré com Maria e José.
Mas por outro lado os textos que aparecem sobre Jesus deste período poderá nos ajudar a reconstruir elementos da infância de Jesus em Nazaré.

Jesus em Nazaré com Maria e José

Um episódio único deste período encontramos nos evangelhos. Jesus contava com 12 anos e numa Festa da Páscoa como era tradição Judaica, festa de preceito com peregrinação a Jerusalém, ele com sua família foram para a cidade de Jerusalém, segundo a narrativa de Lucas. Jesus se perdeu em Jerusalém durante a festa da Páscoa, Maria e José o encontram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas (Lucas 2:46,47). A narrativa de Lucas nos conta que a sagrada família retornou para Nazaré e nada mais encontramos por escrito da infância de Jesus.



A leitura atenta dos Evangelhos como primeira fonte

No evangelho de Lucas encontramos fatos importantes para esclarecer os acontecimentos relacionados à infância de Jesus. Lucas no início do Evangelho narra que Jesus uma vez apresentado no Templo segundo a prescrição judaica e as ofertas rituais segundo a Lei, “voltou para Galiléia, para Nazaré, sua cidade. E o menino crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” (Lucas 2:51,52). Ele era um adolescente comum, de sua época, crescendo fisicamente e intelectualmente e ajudava seu pai adotivo José na carpintaria e na vida agrícola, pois a cidade não comportava o trabalho único e exclusivo da profissão de carpinteiro durante todo o tempo.

Jesus era um jovem como qualquer outro de sua terra. O evangelista Lucas simplesmente narra que depois do acontecimento da perda no Templo Jesus voltou para Nazaré. Podemos então concluir que Jesus permaneceu em seu círculo familiar, era submisso a José e Maria. Jesus estudou e trabalhou como qualquer criança hebreia de sua época.

Marcos confirma este dado, quando descreve que Jesus pregou pela primeira vez na sinagoga de Nazaré e todos os presentes neste acontecimento se assombraram e disseram: “De onde lhe vem tudo isto? E que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por sua mãos? Não é este o do carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?” (Marcos 6: 2,3). A vida de Jesus transcorreu no pacato vilarejo de Nazaré e no dia que se apresentou na sinagoga de Nazaré causou surpresa a todos os conterrâneos. Mas afinal como conseguiu Jesus toda esta sabedoria, se Ele é filho de pessoas conhecidas, José o carpinteiro e Maria? Se Jesus tivesse a oportunidade de estudar em Jerusalém este espanto não teria acontecido.

 Através da vida de Ló nós podemos ver o quanto um filho de Deus pode perder por tomar decisões erradas e por se embaraçar com este mundo. Ele se casou com uma mulher carnal, e vivia em uma cidade ímpia por razões meramente carnais. Ele acabou perdendo sua família, seu testemunho e sem dúvida nenhuma qualquer galardão no céu. Enquanto o exemplo de Ló permanece como um aviso, não podemos esquecer de que ele era um homem justo. Isto faz ele ser um alerta eficaz ainda mais para os santos.
Mesmo aqueles que conhecem a Cristo, podem cometer erros e causar muitos danos, se falharem no dever de vigiar e orar. O relacionamento espiritual de Ló com Deus é provado das seguintes maneiras:
a). A Palavra de Deus declara que ele foi um homem justo (2 Pedro 2:6-9).
b). Sua alma era afligida e infeliz por estar no meio do mal (2 Pedro 2:6-9).
c). No final das contas, Deus castigou e livrou Ló de sua situação tentadora (2 Pedro 2:6-9)
d). Ló queria recepcionar e proteger aqueles homens que ele considerava ser justos.
e). Ló repreendeu o ímpio (Gênesis 19:7).
f). Ló acreditou no aviso de Deus e tentou admoestar sua família (Gênesis 19:14).
g). Ló, diferente de sua esposa, se apressou em escapar para fora de Sodoma.
h). Ló orou a Deus (Gênesis 19:18,19).
i). A Porta de Sodoma - versículos 1-3.

No mesmo dia, descrito no capítulo 18, dois anjos vieram à tarde para a cidade de Sodoma. Estes são os mesmos anjos descritos em Gênesis 18:22, e que foram para Sodoma. Como em Gênesis 18, eram vistos como homens comuns.

Nas cidades antigas, a porta era o lugar de negócios e ao mesmo tempo de decisões políticas. O fato de Ló se assentar na porta da cidade nos leva a crer que ele era algum tipo de oficial em Sodoma. É o que parece insinuar o versículo 9.

A verdadeira razão de Ló estar à porta naquela tarde parece ser de procurar viajantes. Talvez ele temesse que pessoas decentes e justas passando pela cidade seriam abusadas por não saberem o caráter da cidade. Vendo os anjos, que ele achava ser homens ordinários, ele implorou-os que fossem seus hóspedes. Essas atitudes de hospitalidade e de compaixão representam boas qualidades de Ló.

Os Sodomitas

“E antes que se deitassem, cercaram a casa, os homens daquela cidade, os homens de Sodoma, desde o moço até ao velho; todo o povo de todos os bairros. E chamaram a Ló, e disseram-lhe: Onde estão os homens que a ti vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos” (Gênesis 19:4,5).

O vil pecado de sodomia recebeu este nome baseado nas ações destes homens. A palavra "conheçamos" no versículo 5, é um eufemismo para o ato homossexual. O versículo 4 deixa claro que a cidade estava saturada com este estilo de vida. Em Romanos 1:24-28, Paulo nos fala da origem deste pecado. Na medida em que o homem se afasta de Deus, a restrição da graça comum é retirada. Quanto mais a sociedade progride no mal, mais este pecado se torna natural.

O Protetor Protegido

“Então saiu Ló a eles à porta, e fechou a porta atrás de si, e disse: Meus irmãos, rogo-vos que não façais mal; eis aqui, duas filhas tenho, que ainda não conheceram homens; fora vo-las trarei, e fareis delas como bom for aos vossos olhos; somente nada façais a estes homens, porque por isso vieram à sombra do meu telhado. Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta. Aqueles homens porém estenderam as suas mãos e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta; e feriram de cegueira os homens que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta” (Gênesis 19:6-11).

Ló tinha um grande senso de responsabilidade por seus hóspedes, e fez tudo o que ele podia para evitar que os homens de Sodoma prosseguissem em seus intentos. Nesta época os homens se sentiam responsáveis pela proteção daqueles que partiam o pão sob o seu teto.

RELIGIÃO

Religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.


A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços

RELIGIÕES NO BRASIL

A religião no Brasil é muito diversificada e caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa geralmente livre no país. Segundo o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2005, elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a "relação geralmente amigável entre religiões contribui para a liberdade religiosa" no Brasil. O Brasil é um país religiosamente diverso, com a tendência de mobilidade entre as religiões e o sincretismo religioso.

Estatísticas

A população brasileira é majoritariamente cristã (87%), sendo sua maior parte católico-romana (64,4%). Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. Também estão presentes os movimentos básicos do protestantismo: adventismo, batistas, evangelicalismo, luteranos, metodismo e presbiterianismo. No entanto, existem muitas outras denominações religiosas no Brasil, algumas dessas igrejas são: pentecostais, episcopais, restauracionistas, entre outras. Há mais de três milhões e meio de espíritas (ou kardecistas) que seguem a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec. O animismo também é forte dividindo-se em candomblé, umbanda, esoterismo, santo daime e tradições indígenas. Existe também uma minoria de muçulmanos, budistas, judeus e neopagãos. 8% da população (cerca de 15 milhões de pessoas) declarou-se sem religião no último censo, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas.

MARIA MADALENA

Os evangelhos nos fornecem poucos dados sobre Maria Madalena. Lucas 8.2 diz-nos que, entre as mulheres que seguiam Jesus e o assistiam com seus bens, estava Maria Madalena, ou seja, uma mulher chamada Maria, que era originária de Migdal NunayahTariquea em grego, uma pequena povoação junto ao lago da Galiléia, a 5,5 km ao norte de Tiberíades. Dela Jesus havia expulsado sete demônios: 



“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios." Marcos 16:9; "E algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios."
Lucas 8:2, o que equivale dizer “todos os demônios”.


A expressão pode ser entendida tanto como uma possessão diabólica quanto como uma doença do corpo ou do espírito. Os Evangelhos sinópticos a mencionam como a primeira de um grupo de mulheres que contemplou, de longe, a crucificação de Jesus ("E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé; As quais também o seguiam, e o serviam, quando estava na Galiléia; e muitas outras, que tinham subido com ele a Jerusalém." Marcos 15:40-41) e que permaneceu sentada em frente ao sepulcro ("E estavam ali Maria Madalena e a outra Maria, assentadas defronte do sepulcro." Mateus 27:61), enquanto sepultavam Jesus ("E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham." Marcos 15:47). Assinalam que, na madrugada do dia depois do sábado, Maria Madalena e outras mulheres voltaram ao sepulcro para ungir o corpo com os perfumes que haviam comprado ("E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse." Marcos 16:1-7); é, então, que um anjo lhes comunica que Jesus havia ressuscitado e as encarrega de levarem a notícia aos discípulos. São João apresenta os mesmos fatos com pequenas variações.

Reconstrução facial de Maria Madalena, Cícero Moraes
Maria Madalena está junto à Virgem Maria ao pé da cruz ("E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena." João 19:25).


JUDAS ISCARIOTES, o apóstolo

Ele foi um dos 12 apóstolos que Jesus escolheu para o acompanhar na pregação do Evangelho. Além disso, ao ser escolhido, Judas ficou encarregado de guardar a bolsa que continha o dinheiro usado para as despesas do grupo. Algumas pessoas podem se perguntar o motivo de Jesus ter escolhido alguém com caráter de ladrão e que ainda o trairia lá na frente.

Desde sempre o Senhor conhecia as intenções do coração de cada apóstolo, mas tudo o que ocorreu foi para que as Escrituras se cumprissem (leia Atos 1:16,17). A má índole de Judas no passado nos mostra algumas situações que podem nos ajudar a sermos cristãos melhores hoje.



Ocupação: desconhecida.
Principal característica: traiçoeiro e ambicioso.
Principal evento em sua vida: tornou-se um dos discípulos de Jesus; traiu o Mestre e suicidou-se.
O que Jesus disse a seu respeito: chamou-o de “demônio”; disse que ele o trairia.

Lição chave de sua vida: não basta conhecer os ensinamentos de Jesus; seus verdadeiros seguidores amam-no e lhe obedecem.


O LADRÃO

Judas andava lado a lado com o próprio Deus, em forma de homem. Tinha a responsabilidade de ser uma espécie de tesoureiro do grupo de Jesus, mas continha algo que o sujava: o apego ao dinheiro. Quando Maria tomou um perfume valiosíssimo e derramou nos pés de Jesus, Judas se revoltou, considerando que aquele ato era um desperdício: “Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?” João 12.5


A reação de Judas não era uma preocupação com os pobres e sim “porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava” (João 12.6).


O TRAIDOR

Assim como os demais discípulos, Judas foi muito amado por Jesus. Teve as mesmas oportunidades de crescer espiritualmente, de saber mais sobre o Reino de Deus, de receber o Espírito de Deus e ser salvo. No entanto, 30 moedas de prata foram suficientes para que ele entregasse o seu próprio Salvador.




DONS DE LÍNGUAS

No dia de Pentecostes Deus inverteu o que fez em Babel para mostrar que agora queria novamente que seu povo pudesse se entender. Os discípulos, cheios do Espírito Santo, falaram em diferentes idiomas, e judeus de várias nações os ouviram falar cada um em sua própria língua. Apesar de ter sido algo miraculoso, obviamente não há ali qualquer menção de um idioma angelical, pois fica claro tratar-se de idiomas humanos e há até uma lista das regiões onde esses idiomas eram falados (Atos 2), Paulo fala que alguns tem dons de variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas (1 Coríntios 12:10). Interpretar a língua dos Anjos? Claro que não, está claro, se trata de idiomas diferentes. De onde então o pentecostalismo tirou essa ideia, de que alguém poderia falar a língua dos anjos?


O problema é que Paulo não está dizendo ser capaz de falar a língua dos anjos. Ele está usando uma figura de linguagem e fica fácil entender isso se  lermos  os  "ainda que" usados por ele no texto: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos..."; "Ainda que tivesse o dom de profecia..."; "Ainda que conhecesse todos os mistérios e toda a ciência..." (1 Coríntios 13:1). O foco de Paulo não está nas coisas que ele supostamente seria capaz de fazer, mas no fato de que de nada adiantaria fazer tudo isso se não tivesse amor. Ao focar na "língua dos anjos" o pentecostalismo perde o foco totalmente, como a criança que ganha um brinquedo de aniversário e prefere brincar com a caixa.

A fortaleza do atual dom de línguas está construída sobre uma errônea interpretação desse versículo. Realmente, Paulo tem em suas epístolas coisas difíceis de entender, e os que torcem podem até se perder (2 Pedro 3:15,16), Paulo não diz que a língua era desconhecida, logo então, as línguas referidas eram idiomas estrangeiros em uso por nações, mas desconhecidas aos membros da igreja de Corinto. É erro deduzir da frase 'línguas estranhas', que uma língua especial estava sendo falada pelos corintos, uma vez que o dom já havia sido chamado de 'variedade de línguas' (1 Coríntios 12:10).

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO

A palavra dízimo encontrado pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 14 significa colheita, ou seifa e que foi uma atitude voluntária,  quando depois de uma guerra, Abraão ofereceu a um sacerdote chamado Melquisedeque; Jacó, seu neto, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos, esse dízimo nunca foi dinheiro e sim cereais, sendo este totalmente diferente do preceito religioso estabelecido na ordem levítica da lei de Moisés que pela sua lei o dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxas ou impostos, para ajudar organizações religiosas judaicas segundo a lei de Moises (Levítico 27:30-32, Malaquias 3:10; Hebreus 7:5). 

Segundo ordem levítica dízimo era dado exclusivamente aos levitas (1 Crônicas 15:2; Hebreus 7:5,11). Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel,  a mais pobre era a tribo de Levi, então as tribos mais prósperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos, guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro o que é terminantemente proibido por Deus, a tribo de Levi por sua vez também ofertava a viúvas órfãos e necessitados (Deuteronômio 26:12) repartiam com os estrangeiros, já que Israel no passado também já foi estrangeira, significando assim amor ao próximo, lá, benção era chuva para a colheita,  maldição era seca, o devorador eram os gafanhotos, tudo isso definitivamente nada tem a ver a associação do devorador com o demônio nem benção com prosperidade financeira, como ensina o sistema religioso de hoje, em toda a Bíblia não existe uma única citação que ampare essa afirmação. Segundo a Lei apenas os levitas poderiam recolher o dízimo.

Os líderes religiosos de hoje que recolhem o dízimo, não são da tribo de Levi, não são judeus e não fazem parte da lei de Moisés. Este costume existiu de Abraão até Levi (Hebreus 7:9), nessa passagem Paulo explica que, o dízimo termina em Levi e por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque, este ab-rogou (aboliu) o sacerdócio