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Categorias religiosas

Religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.



A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços matrimoniais, meditação, música, arte, dança, ou outros aspectos religiosos da cultura humana.

História das categorias religiosas

Em culturas ao redor do mundo, tem existido, tradicionalmente, muitos grupos de crenças religiosas diferentes. Na cultura indiana, as diferentes filosofias religiosas eram tradicionalmente respeitadas como diferenças acadêmicas em busca de uma mesma verdade. No islamismo, o Alcorão menciona três categorias diferentes: os muçulmanos, os
adeptos do Livro e os adoradores de ídolos. Inicialmente , os cristãos tinham uma visão de uma simples dicotomia de crenças mundiais: a civilidade cristã contra a heresia ou a barbárie estrangeira. No século XVIII, foi esclarecido que "heresia" foi um termo criado para se referir ao judaísmo e ao islamismo, além do paganismo, isso criou uma classificação de quatro categoria que gerou obras como Nazarenus, or Jewish, Gentile, and Mahometan Christianity, de John Toland, que representou a três religiões abraâmicas como diferentes "nações" ou seitas dentro de uma mesma religião: o "verdadeiro monoteísmo".


O significado moderno da expressão "religião mundial", que coloca os não-cristãos no mesmo nível de cristãos, começou com o Parlamento Mundial de Religiões realizado em 1893 em Chicago, Estados Unidos. O Parlamento impulsionou a criação de uma dúzia de palestras financiadas pelo setor privado com o intuito de informar as pessoas sobre a diversidade da experiência religiosa: essas palestras financiaram pesquisadores como William James, D. T. Suzuki e Alan Watts, que influenciaram muito a concepção pública das religiões mundiais.

Religiões mundiais

Não há consenso entre os pesquisadores quanto à melhor metodologia para determinar o perfil religioso da população mundial. Uma série de aspectos fundamentais são tão importantes, como se essa "cultura religiosa é historicamente predominante" ; se entram na estimativa apenas aqueles que praticam ativamente uma religião em particular; se a estimativa for feita com base no conceito de "adesão", entre outros.

Grandes

Categoria religiosa
Adeptos
 (em milhões)
Tradição cultural
Principais regiões
Cristianismo
2.000–2.200
Religiões abraâmicas
Predominante no mundo ocidental (Europa, Américas e Oceania), África subsaariana, Filipinas e Timor-Leste no Sudeste da Ásia. Existem minorias no mundo todo
Islã
1.570-1.650
Oriente Médio, Norte da África, Ásia Central, Sul da Ásia, África Ocidental, Arquipélago Malaio, com grandes comunidades na África Oriental, Bálcãs,   Rússia e China
Sem religião
1.100
Secularismo
Predominante no mundo ocidental. Existem minorias ao redor do mundo
Hinduísmo
828–1.000
Religiões indianas
Sul da Ásia, Bali, Maurícia, Fiji, Guiana, Trinidad e Tobago, Suriname e minorias ao redor do mundo
Budismo
400–1.500
Sul da Ásia, Ásia Oriental, Sudeste da Ásia, Austrália e algumas regiões da Rússia
Religiões folclóricas
600-3.000
Religiões folclóricas
África, Ásia, Américas
Religião tradicional chinesa (inclui o taoismo e o confucionismo)
400-1.000
Religiões da Ásia Oriental
Ásia Oriental, Vietnã, Singapura e Malásia

Médias

Categoria religiosa
Adeptos
(em milhões)
Tradição cultural
Principais regiões
Xintoísmo
27–65
Religiões da Ásia Oriental
Japão
Sikhismo
24–28
Religiões indianas
Subcontinente indiano, Austrália, América do Norte, Sudeste da Ásia, Reino Unido e Europa ocidental
Espiritismo
15-20
Religiões abraâmicas, Novo movimento religioso
Em todo o mundo, mas principalmente no Brasil, Cuba e na Jamaica
Judaísmo
14–18
Religiões abraâmicas
Israel e ao redor do mundo através da diáspora judaica (maior parte na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia)
Wicca e Neopaganismo
12-19
Novo movimento religioso
Estados Unidos, Austrália, Europa, Canadá Brasil
Jainismo
8–12
Religiões indianas
Índia e África Oriental
Fé Bahá'í
7,6–7,9
Religiões abraâmicas
Dispersa pelo mundo, mas com grandes populações (cerca de 60% dos adeptos da Fé Bahá'í) na Índia, Estados   Unidos, Vietnã, Quênia, RD do Congo, Filipinas, Zâmbia, África do Sul, Irã e Bolívia
Cao dai
1–3
Religiões da Ásia Oriental
Vietnã
Cheondoísmo
3
Coreia do Norte e do Sul
Tenrikyo
2
Japão e Brasil
Igreja Messiânica Mundial
1
Seicho-no-ie
0,8
Movimento rastafári
0,7
Novo movimento religioso, Religiões abraâmicas
Jamaica, Caribe e África
Unitário-Universalismo
0,63
Novo movimento religioso
Estados Unidos, Canadá, Europa
Zoroastrismo
0,3
Religiões iranianas
Índia, Irã, Tadjiquistão, Afeganistão


Crucifixo

Crucifixo (Cruz de Cristo) é um símbolo de veneração, que foi iniciado pelos cristãos durante o período após a crucificação de Jesus Cristo. Naquele período os seguidores de Jesus se organizavam e reuniam-se às escondidas para confabularem, pois eram perseguidos, e para se identificarem como cristãos, usavam um símbolo, que era o desenho de um peixe e o crucifixo.

OBJETO

O Crucifixo é a de dupla travessa, também chamada de Cruz Episcopal ou Patriarcal, que nesta cruz na travessa superior mais curta, tem uma tabuleta que foi pregado com a inscrição I.N.R.I., que significa Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus de Nazaré Rei dos Judeus), e referido na história do cristianismo.



HISTÓRIA

Embora a cruz seja, atualmente, o simbolo mais comum do cristianismo, no século I ela não era particularmente associada com a religião, só assumindo um lugar de destaque como tal durante o século II, até o século III a cruz seria tão estreitamente associada ao cristianismo, que Tertuliano designou os cristãos como crucis religiosi, ou seja "devotos da Cruz." De acordo com a tradição cristã, a cruz é uma referência à crucifixão de Jesus, e o crucifixo é a sua referência mais imediata.

VISÃO PROTESTANTE

Grande parte das comunidades protestantes são contra o uso do crucifixo como objeto de veneração, em vez disso, quase que todos os protestantes são a favor do uso da cruz vazia, buscando dar ênfase a Ressurreição de Jesus. O Crucifixo é também considerado um dos tantos motivos de discórdia entre protestantes e católicos. Embora o uso de crucifixo entre protestantes mais tradicionais não seja tão raro, o próprio Lutero recomendava a imagem do crucifixo como forma de nos lembrarmos de nossa culpa, já que Cristo foi crucificado por nossos pecados.



A morte em diferentes religiões

De maneira geral, cristãos, islâmicos e judeus acreditam que após a morte há a ressurreição. Já os espíritas creem na reencarnação: o espírito retorna à vida material através de um novo corpo humano para continuar o processo de evolução. Algumas doutrinas acreditam que as pessoas podem renascer no corpo de algum animal ou vegetal. Em algumas religiões orientais, o conceito de reencarnação ganha outro sentido: é a continuação de um processo de purificação. 
Nas diversas religiões, o homem encara a morte como uma passagem ou viagem de um mundo para outro.

Filosofia
A sobrevivência do espírito humano à morte do corpo físico e a crença na vida e no julgamento após a morte já era encontrada na filosofia grega, em especial em Pitágoras, Platão e Plotino. Já Sartre, filósofo francês, defendia que o indivíduo tem uma única existência. Para ele, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.

Doutrina niilista
Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.

Doutrina panteísta
O espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.

Dogmatismo religioso
A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em 'pecado' irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.



Budismo
O Budismo prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta. O ciclo de mortes e renascimentos permanece até que o espírito liberte-se do carma (ações que deixam marcas e que estabelece uma lei de causas e efeitos). A depender do seu carma, a pessoa pode renascer em seis mundos distintos: reinos celestiais, reinos humanos, reinos animais, espíritos guerreiros, espíritos insaciáveis e reinos infernais. Estes determinam a Roda de Samsara, ou seja, o transmigrar incessante de um mundo a outro, ora feliz e angelical, ora sofrendo terríveis torturas, brigando e reclamando. Em qualquer um destes estágios as pessoas estão sujeitas a transformações.


De acordo com o Livro Tibetano da Morte, existem 49 etapas, ou 49 dias, após a morte. Os monges oram para que as pessoas atinjam a Terra Pura - lugar de paz, tranquilidade e sabedoria iluminada - ou renasçam em níveis superiores.

Para libertar-se do carma e alcançar a iluminação ou o Nirvana, o ciclo ignorância, sede de viver e o apego às coisas materiais deve ser abolido da mente dos homens. Para isso, a doutrina budista ensina a evitar o mal, praticar o bem e purificar o pensamento. O leigo deve praticar três virtudes: fé, moral e benevolência. Para eles, todo ser humano é iluminado, embora não tenha consciência disso.

RELIGIÃO

Religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.


A palavra religião é muitas vezes usada como sinônimo de fé ou sistema de crença, mas a religião difere da crença privada na medida em que tem um aspecto público. A maioria das religiões têm comportamentos organizados, incluindo hierarquias clericais, uma definição do que constitui a adesão ou filiação, congregações de leigos, reuniões regulares ou serviços para fins de veneração ou adoração de uma divindade ou para a oração, lugares (naturais ou arquitetônicos) e/ou escrituras sagradas para seus praticantes. A prática de uma religião pode também incluir sermões, comemoração das atividades de um deus ou deuses, sacrifícios, festivais, festas, transe, iniciações, serviços funerários, serviços

RELIGIÕES NO BRASIL

A religião no Brasil é muito diversificada e caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância, sendo a prática religiosa geralmente livre no país. Segundo o Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2005, elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a "relação geralmente amigável entre religiões contribui para a liberdade religiosa" no Brasil. O Brasil é um país religiosamente diverso, com a tendência de mobilidade entre as religiões e o sincretismo religioso.

Estatísticas

A população brasileira é majoritariamente cristã (87%), sendo sua maior parte católico-romana (64,4%). Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. Também estão presentes os movimentos básicos do protestantismo: adventismo, batistas, evangelicalismo, luteranos, metodismo e presbiterianismo. No entanto, existem muitas outras denominações religiosas no Brasil, algumas dessas igrejas são: pentecostais, episcopais, restauracionistas, entre outras. Há mais de três milhões e meio de espíritas (ou kardecistas) que seguem a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec. O animismo também é forte dividindo-se em candomblé, umbanda, esoterismo, santo daime e tradições indígenas. Existe também uma minoria de muçulmanos, budistas, judeus e neopagãos. 8% da população (cerca de 15 milhões de pessoas) declarou-se sem religião no último censo, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas.

OS SETE PECADOS CAPITAIS

Os sete pecados capitais denominam-se dessa forma por originarem outros pecados. Os pecados capitais possuem base bíblica e fazem parte do ensino moral cristão. São regras de libertação e não de aprisionamento do ser humano. Afinal, qual homem pode-se dizer livre quando na verdade é prisioneiro de suas próprias inclinações? E foi justamente para sermos homens e mulheres livres que Jesus foi sacrificado.

Origem

No século IV, são Gregório Magno e são João Cassiano definiram-nos como sete: orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça. Até hoje na Igreja existe um consenso doutrinal sobre essa classificação.


No cotidiano, o católico pode lembrar desses pecados no exame de consciência que faz ao preparar-se para o sacramento da confissão. Eles servem de fonte de identificação para o defeito dominante que determina os outros, chamado de pecado hegemônico.

Os pecados capitais vão além do nível individual. Iniciando no coração da pessoa, eles concentram-se em determinados ambientes, instalando-se em determinadas instituições. A corrupção nas esferas do poder público pode ser identificada com a avareza, que aniquila o interesse generoso e correto para o desenvolvimento e os cidadãos da nação, em prol de benefícios financeiros próprios. Na realidade urbana, o aumento da violência relaciona-se à ira e à gula, esta representada pelo uso de drogas.


ORAÇÃO DA AVE MARIA

A saudação que o arcanjo Gabriel dirigiu à Virgem Santíssima ecoa ao longo dos séculos. É a oração mais repetida pelos lábios dos católicos - por conta da oração do Rosário, mais do que o próprio “pai nosso", apesar de sua forma, tal como a conhecemos hoje, ser relativamente recente.

A primeira parte da oração, como se sabe, foi tirada das Sagradas Escrituras. Foi composta, portanto, pelo próprio Deus, tendo saído da boca de São Gabriel, “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lucas 1.28) e de Isabel, “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (Lucas 1.42). As duas frases compõem um louvor a Maria e, ao mesmo tempo, uma profissão de fé nos mistérios relacionados à sua vida. Era rezada desde os primórdios na liturgia bizantina e foi adicionada à liturgia latina por São Gregório Magno, que a manteve como antífona do ofertório.

“Bendito é o fruto do teu ventre": Isabel contrapõe Maria a Eva. Enquanto esta quis tomar para si o fruto da árvore, aquela entrega o fruto do seu ventre. O seu louvor prossegue: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" O Papa Bento XVI comenta que “é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e que a leva a reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para visitá-la".

A segunda parte da oração, bem posterior, é uma súplica dos fiéis, que durante muito tempo foi rezada na oração litúrgica, pedindo à Santíssima Virgem proteção na hora da morte. Foi no século XVI que o Papa Pio V definiu o texto da oração tal como é conhecida hoje, já com o acréscimo dos nomes de Jesus e Maria.


SÍMBOLO DO ESPIRITISMO

Se você está começando agora no Espiritismo, talvez estranhe o fato de não encontrar nenhum símbolo que o represente nos Centros que frequenta. Você sabe que o símbolo do Cristianismo é a cruz; sabe que a Estrela de Davi representa o Judaísmo; que o Yin-Yang representa o Taoismo; que a Lua crescente seguida de uma estrela representa o Islamismo. Mas, e o Espiritismo, existe algum símbolo que o represente?

Normalmente, podemos encontrar imagens que colecionam símbolos religiosos com diversos deles e ao chegar ao Espiritismo, encontramos uma pintura de Kardec ou uma foto de Chico Xavier. Em muitos sites, jornais, etc., usa-se a imagem de ambos como uma espécie de símbolo – na falta de um – para representar a Doutrina Espírita.

A prática espírita visa à simplicidade. E no conceito de simplicidade espírita está a ausência de tudo aquilo que não seja essencialmente necessário à prática espírita. É por isso que o Espiritismo não possui uma bandeira ou um símbolo visível na fachada que identifique ao transeunte um local espírita. Normalmente, apenas o nome da instituição, e nada mais.

Entretanto, em O Livro dos Espíritos – Prolegômenos (introdução ou prefácio) encontramos uma citação bastante curiosa, ditada pelos espíritos à Kardec:

SINAIS, GESTOS E SÍMBOLOS DA SANTA MISSA

Desde os primeiros séculos, os cristãos sentiram a necessidade de expressar seus louvores a Deus através de gestos, símbolos e sinais, que fossem também compreensíveis a todas as pessoas. Assim, com o passar dos séculos, a Liturgia da Missa se desenvolveu e se enriqueceu. Para aproveitar as inúmeras graças concedidas durante a Santa Missa, todo fiel deve tentar conhecê-la melhor e não simplesmente repetir o que os outros fazem ou dizem, sem saber o porquê. A Missa compreendida pode ser mais amada, e muito bem amada! No entanto, ninguém ama aquilo que não conhece e, dessa forma, acaba por não se beneficiar tanto quanto poderia.


Gestos, Símbolos e Sinais

SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS

A palavra símbolo é derivada do grego antigo symballein, que significa agregar. Seu uso figurado originou-se no costume de quebrar um bloco de argila para marcar o término de um contrato ou acordo: cada parte do acordo ficaria com um dos pedaços e, assim, quando juntassem os pedaços novamente, eles poderiam se encaixar como um quebra-cabeça. Os pedaços, cada um identificando uma das pessoas envolvidas, eram conhecidos como symbola. Portanto, um símbolo não representa somente algo, mas também sugere algo que está faltando, uma parte invisível que é necessário para alcançar a conclusão ou a totalidade. Consciente ou inconscientemente, o símbolo carrega o sentido de unir as coisas para criar algo mais do que a soma das partes, como nuanças de significado que resultam em uma ideia complexa.

A seguinte relação de símbolos tem por objetivo apenas demonstrar o significado de cada um para a cultura ou religião que os adotou.

CRUZ


A cruz é um dos símbolos mais antigos do Cristianismo. Um dos significados teológicos da cruz é o relacionamento da humanidade (representada pela haste horizontal) com Deus (representado pela ponta superior da cruz) e o mundo material (representado pela ponta inferior, que toca ao chão).

É possível perceber então, uma divergência de opinião entre a Igreja Ocidental e a Oriental (Romana ou Latina e Grega ou Ortodoxa), enquanto que a Igreja Latina defende uma proximidade maior da humanidade com Deus, e por consequência um distanciamento da vida material, a Igreja Grega defende um equilíbrio entre ambos.


Uma variação da Cruz Latina é a Cruz de São Pedro.

Esta cruz tem este formato, em homenagem ao apóstolo Pedro, que segundo a tradição pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por se considerar indigno de morrer da mesma maneira que seu Mestre.




A Cruz de São Pedro é um dos símbolos do Papado.




Por estar invertida este tipo de cruz também é muito usada no Satanismo, para representar o oposto do Cristianismo.



CRUZ DE NERO

É usada pelos satanistas e pelo movimento de Nova Era. A haste quebrada para baixo representava a princípio a derrota do Cristianismo. Na Idade Média, passou a ser vinculada com Satanás. No final da década de 50 o ateu britânico Bertrand Russel, a adotou como símbolo da paz, sendo também usada com esta finalidade pelos movimentos hipies na década de 60. Hoje é usada por grupos de rock, heavy metal e black metal.




CRUZ ANKHADA

No antigo Egito simbolizava a vida, era usada somente por reis, rainhas e deuses para mostrar que o seu portador tinha o poder de dar e tirar a vida. Atualmente é usada pelos esotéricos da Nova Era, Ordem Rosa-Cruz e Maçonaria.



ARCO-ÍRIS 


Segundo a tradição judaico-cristã, o arco-íris é o sinal do pacto entre Deus e a humanidade, representada por Noé: "Estabelecerei a minha aliança convosco: não será mais exterminada toda a carne pelas águas do dilúvio, nem haverá mais dilúvio para destruir a terra. Disse Deus: Este é o sinal da aliança que faço entre mim e vós e todo o animal vivente que está convosco, para perpétuas gerações: o meu arco tenho posto nas nuvens, e será ele por sinal de uma aliança entre mim e a terra." (Gênesis 9.11-13).

Em algumas tradições folclóricas, como as sérvias, albanesas, húngaras e francesas, o arco-íris está associado à mudança de sexo, por este motivo é o símbolo do movimento gay.

ANARQUIA


Anarquia é o estado de um povo em que o poder público, ou de governo, tenha desaparecido. É a negação do princípio de autoridade, trazendo confusão e desordem. Seu símbolo foi usado inicialmente por grupos punk, sendo usado atualmente por grupos heavy metal.

PENTAGRAMA




Estrela de cinco pontas muito usada pelo baixo espiritismo, satanistas e pela Maçonaria. Invertendo o pentagrama ele se torna a cabeça de um bode.




O bode Baphomet é a mais conhecida representação de Lúcifer de todo o ocultismo.



O baixo espiritismo lhe atribui poderes mágicos.

CÍRCULO COM UM PONTO NO CENTRO



Símbolo usado pelo movimento de Nova Era para representar a deificação ou endeusamento do homem, sendo que o ponto no centro simboliza a energia, que segundo eles, emana para todo o ser. Na astrologia é o símbolo do sol.



YIN YANG

Símbolo do Taoísmo, religião criada por Lao Tsé na China no século III ou IV a.C., Lao Tsé ensinou que o universo é governado pelo TAO - o Caminho, energia cósmica composta pelo yin, princípio feminino associado à escuridão e a água  e o yang, princípio masculino associado à luz, a atividade,e ao ar. Estas forças opostas são interdependentes e cada uma contém a semente ou potencial da outra. O Taoísmo afirma que o Ying Yang estão unidos num total e perfeito dinamismo; não separados e nem estáticos, uma interação entre princípios negativos e positivos da natureza sendo que toda a criação, inclusive os seres humanos, é um produto dessas forças.

A saga de ficção científica Star Wars, usa muito da filosofia taoista.


SUÁSTICA


A palavra swastika, é uma combinação de duas palavras em sânscrito, su que significa "bem" e astai, que significa "estado" e é interpretado como "que o bem prevaleça", em termos pessoais e universais. 

No hinduísmo representa a força positiva da vida e da alegria. 

No budismo é conhecida como manji, representa o balanço dos opostos e a harmonia universal, no zen budismo representa a harmonia entre o amor e o intelecto.

Em 1920 Adolf Hitler, adota a suástica, de forma invertida, como símbolo do nazismo.


OM

Símbolo máximo do hinduísmo para o som sagrado OM (aum), é conhecido como a mãe de todos os mantras e orações. É a representação dos deuses que formam a tríade do hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva. A palavra "mantra" vem do sânscrito,man que significa "libertação" e tra que significa mente, para os hindus o mantra é a "libertação da mente". 

O OM é tido como a soma de todos os sons do universo. Segundo o hinduísmo, as quatro partes do som representam os quatro estados de consciência: acordado, sonolência, sonhando e transe ou estado de transcendência. Ele inicia qualquer oração ou invocação hindu e é encontrado em todos os templos e casas dessa religião.

No ocidente, devido a dificuldade de reproduzir seus caracteres sânscritos, o OM também é representado pelo 3HO.




DELTA LUMINOSO



Símbolo importante dentro da Maçonaria. Significa a presença ante Deus e sua onisciência, sua vigilância divina que registra cada ato que o ser humano pratica.


COMPASSO E ESQUADRO

Na Maçonaria o compasso por ser um instrumento que traça círculos, abrindo e fechando, delimitando espaços, representa o senso da medida das coisas. Significa a justiça.

O esquadro simboliza o equilíbrio e a harmonia. Para o maçom, o instrumento simboliza a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal, que significa a trajetória a percorrer no mundo físico; e a outra vertical, que significa o caminho para cima. 

A letra "G" tem grande significado para a Maçonaria. O principal significado é a representação do Grande Geômetra, outra designação de Deus.



ESCADA EM CARACOL

Escadas em caracol, conhecidas como cochleus na Maçonaria Escocesa, simbolizam a progressão do iniciado e as paradas que ele deve fazer para refletir sobre o que lhe foi ensinado. Similarmente, a escada de Primeiro Grau tem três degraus que representam: fé, esperança e caridade. O nível mais avançado tem sete degraus que simbolizam justiça, bondade, fé, trabalho, paciência e inteligência.


ÁGUIA

Um símbolo sem ambiguidade e universal para força, velocidade e percepção. No Cristianismo a águia representa o Evangelho de João. A águia está amplamente associada ao poder e à liderança e foi adotada de várias formas por civilizações ambiciosas e expansionistas como um símbolo de identidade nacional e soberania.
A águia foi símbolo do Império Romano, da Alemanha nazista e é o símbolo dos Estados Unidos da América.

Estandarte Romano com a abreviação de senatus popolusque romanus (o Senado e o povo romano).




Brasão de Armas da Alemanha nazista

Selo do Presidente dos Estados Unidos da América, modificado pelo Presidente Truman em 1945 em relação à sua versão original de 1880. A mudança da cabeça da águia do lado direito para o lado esquerdo (em direção ao ramo de oliva, símbolo da paz) foi considerada como símbolo de mudança de guerra para paz.





ICTHUS

O peixe é um dos primeiros símbolos cristãos e marcava lápides nas catacumbas romanas, onde cristãos perseguidos se encontravam em segredo para seguir sua fé. É baseado nas primeiras letras gregas de Jesus Cristo de Deus Filho Salvador, Ieosus Christos Theou Yios Soter, que se soletra Icthus, a palavra grega para peixe.



ESTRELA DE DAVI

Estrela de seis pontas, dois triângulos entrelaçados, que o rei Davi mandou fazer quando conquistou a fortaleza de Jebus, para ser usada como símbolo nacional, e ainda hoje é o símbolo mais conhecido do judaísmo. Consiste no entrelaçamento da letra Daleth, que corresponde à letra grega Delta e a nossa letra Dê. O nome hebraico David, começa e termina com "D". Essa letra, no hebraico da época de Davi era muito parecida com a letra Delta, de forma triangular.

A Nova Era dá a Estrela de Davi um significado esotérico, o mesmo princípio do  Yin Yang, pois afirmam que as duas pontas, a que aponta para cima e a que aponta para baixo, simbolizam o bem e o mal, o masculino e o feminino, espírito e carne, Deus e o homem, ativo e passivo e etc.

Na Maçonaria esta estrela é conhecida como Selo de Salomão, sendo que o Pentagrama que é chamado de Estrela de Davi.



ESTRELA E CRESCENTE

O crescente no Islamismo representa a autoridade divina e o crescimento devido à associação com a lua crescente. Também representa a expansão do mundo islâmico. A estrela matinal representa o Paraíso. Juntos, representam o mundo Islâmico, aparecendo prioritariamente nas bandeiras, inclusive nas do Paquistão e Turquia. A estrela e o crescente são comuns na arquitetura islâmica.


FOICE E MARTELO

O martelo representa a produção, enquanto que a foice é um emblema da agricultura. A foice e o martelo eram o emblema da antiga União Soviética e simbolizavam uma produção frutífera, a união dos trabalhadores urbanos e rurais.


MASCULINO E FEMININO


Os símbolos usados para representar os sexos masculino e feminino são os mesmos usados na astrologia para representar os planetas Marte e Vênus.
Marte era o deus romano da guerra e Vênus era a deusa romana do amor.



FARAVAHAR

O deus supremo dos persas, Ahura Mazda, foi personificado por faravahar, uma imagem majestosa que surge de um disco com asas e representa a aspiração humana em unir-se ao deus. A figura simboliza a vontade própria: sua mão apontado algo representa as aspirações da alma humana enquanto a outra mão segura um anel, simbolizando a realeza e o ciclo de nascimento, morte e renascimento.



LÁBARO


O lábaro é um dos primeiros símbolos do Cristianismo. É um monograma composto das primeiras letras gregas do nome de Cristo, X (chi) e P (rho). Também é conhecido como a cruz de Chi-Rho, as letras são escritas uma sobre a outra. A história conta que o imperador Romano Constantino I teve uma visão da cruz de Chi-Rho prometendo vitória a seu exército, depois que ele se converteu ao Cristianismo.


FLOR-DE-LIS


Associada à realeza francesa, a flor-de-lis tem três pétalas, representando a Santa Trindade e a tripla majestade de Deus, criação e realeza.



MÃO DE FÁTIMA

Fátima era a filha de Muhammed e sua adorada esposa Aisha. Embora ela não seja mencionada no Corão, a tradição muçulmana xiita lhe confere atributos como os que são atribuídos pelo catolicismo à Virgem Maria, referindo-se a ela como "Soberana das Mulheres de Todos os Mundos", a "Virgem" e a "Pura e Sagrada", e diz que ela foi criada a partir da luz da grandeza de Allah ou do alimento do paraíso. 

Na religião popular, os fiéis confiam em Fátima, que defende os oprimidos na luta contra a injustiça inicia da por seu pai. As mulheres xiitas viajam até os santuários dedicados à Fátima, onde oram para obter ajuda. Amuletos, conhecidos como a "mão de Fátima", são sagrados e usados para a proteção. Os cinco dedos da mão simbolizam os cinco pilares do Islamismo (A crença em Allah, no Corão, nos anjos, nos profetas e no dia do Juízo Final).



VERMELHO

O vermelho é a primeira cor do arco-íris e por isso tem uma posição privilegiada. É a cor do sangue, do calor, do poder, da paixão e do perigo. Muitas culturas o veem como energizante e estimulante. 

O vermelho é uma cor de sorte em toda a Ásia, pois simboliza a força da vida. É também a cor do poder. Nos tempos medievais, o uso desta cor era restrito à nobreza e à alta sociedade. É também ligada ao sangue sacrificial em rituais esotéricos. Na Idade Média, mulheres ruivas eram consideradas bruxas e prostitutas e a papoula era tida como a flor do diabo. Conforme o Cristianismo crescia, o vermelho passou a ser a cor do pecado e do desejo descontrolado, e não era bem visto. Para os budistas, vermelho é a cor da atividade e da criatividade. Na tradição cristã, é a cor do sangue e da comemoração da liturgia, dos santos martírios e do fogo. A cor vermelha é usada no Pentecostes.


AZUL

Cor do céu e do mar simboliza amplitude, eternidade e espiritualidade. Os antigos egípcios usavam-na como a cor da verdade, enquanto os gregos associavam o azul a Zeus e a Hera, os deuses dos Céus, e com Afrodite, a deusa do amor.  É a cor do Arcanjo Miguel, e os corpos dos deuses hindus Krishna e Vishnu são descritos como um azul vibrante para evidenciar sua divindade.

Azul royal era a cor do Rei David, o líder mais importante do povo judeu. O azul escuro é também a cor de Nut, deusa egípcia da noite, que representa sabedoria. Azul é a cor de Kwan Yin, deusa oriental da Misericórdia, e Maria, mãe de Jesus. Seus mantos azuis simbolizam sua conexão superior, assim como a devoção eterna e sabedoria espiritual.

Azul simboliza lealdade, devoção, amizade e verdade, muitas forças militares no mundo todo usam uniformes azuis para inspirar confiança. Na heráldica, brasões azuis são utilizados para simbolizar piedade e sinceridade.


ROXO

Na Roma Antiga, somente o imperador podia usar roxo. Era proibitivamente caro obter a cor púrpura antes da invenção dos pigmentos químicos. "Nascido para o púrpura" significava nascimento real, e na heráldica, o roxo indicava realeza e alto nível social.

Ulisses usava mantos roxos em sua jornada na Odisseia. Eles simbolizavam o triunfo sobre o perigo. Os antigos egípcios usavam amuletos dessa cor para afastar a adversidade.


AMARELO

Amarelo é a cor do Sol em sua forma mais intensa, e é associado à Atena, deusa da sabedoria e patrona do aprendizado e das artes, seu manto era dourado. Na China, o amarelo é a cor sagrada do imperador e do Sol. Amarelo alaranjado, ou açafrão, é a cor associada ao hinduísmo. Monjes hindus e budistas e freiras usam mantos desta cor para indicar sua renúncia à vida material.


VERDE

Verde é a cor da deusa Vênus e da natureza em sua maior fertilidade. Simboliza esperança, renovação e renascimento. O Livro dos Mortos egípcio fala sobre um escaravelho verde de pedra que deve ser posto no peito do defunto, para que ele possa falar na vida após a morte. Os antigos egípcios descrevem Osíris, deus da vegetação, como verde, representando a fertilidade da natureza.

No Islamismo, verde é a cor sagrada que representa a fertilidade nas regiões desertas e conhecimento. Aqueles que vão para o Paraíso após a morte vestem mantos verdes. No ocidente, simboliza esperança depois de um inverno sombrio e os primeiros sinais de primavera representam regeneração e o início de um novo ciclo. O verde simboliza o profundo e o oculto conhecimento que a natureza esconde. Na China, corresponde ao trigrama Ch'en, o estimulador, manifestação da primavera, raio e o início da ascesão do yang.

Os alquimistas acreditavam que a luz esmeralda podia dar acesso aos segredos mais profundamente guardados e por isso o verde é associado aos mais ocultos dos mistérios. Na tradição cristã, simboliza o triunfo da vida sobre a morte e é a cor da liturgia durante a Epifania e para os domingos depois do Pentecostes.


PRETO

O preto indica ausência de luz e também o poder das trevas. É um sinal de luto em muitas culturas islâmicas e no cristianismo ocidental. A magia negra é associada a forças malignas e danosas.

No antigo Egito, preto era a cor da ressurreição da morte e da vida eterna. Era também a cor do deus Anúbis, que levou a morte para o mundo inferior, e do deus Min, que controla o crescimento e a colheita.

Na tradição cristã, preto geralmente é associado a penitência. Na África, preto é a cor da noite, da dor, da adversidade, assim como do mistério. No islamismo, é a cor do azar: diz-se que um cão negro traz morte a família, galinhas pretas são utilizadas na magia negra e preto é utilizado como um amuleto contra o olho do mal. Místicos descrevem o preto como a cor da essência divina, uma vez que o preto contém todas as cores e as torna indistinguíveis. Assim, o preto é também o símbolo de unidade indivisível. O véu da Caaba é preto.


BRANCO

O branco tem sido o símbolo de celebração desde os tempos romanos. Representa a pureza e a virgindade e é usado na liturgia cristã durante o Natal e a Páscoa. No Oriente, é a cor do luto - viúvas hindus usam branco como um sinal de sua perda.

Aborígenes australianos usam branco para representar o mundo dos espíritos. Eles circundam a forma humana com linhas brancas fortes, indicando que o mundo espiritual começa assim que termina o corpo humano. Cor da luz, o branco é geralmente lembrado como uma cor da sorte. No Marrocos, quando um casal oficializa o noivado, leite é bebido para simbolizar o "branco", ou uma vida de sorte.


Fonte de Consulta: 
Os Símbolos Místicos - Brenda Mallon
O Grande Livro dos Signos e Símbolos - Mark O'Connell e Raje Airy