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Jesus e os Salmos

Os Salmos são uma coleção de cânticos e orações poéticas encontradas no Antigo Testamento da Bíblia. Esses textos são uma fonte rica de consolo, orientação e adoração para o povo de Deus em todas as épocas. Durante seu ministério terreno, Jesus frequentemente citou os Salmos em seus ensinamentos e discursos. Se você quer saber os Salmos citados por Jesus, então fique comigo e confira tudo neste artigo!

Jesus cita o Antigo Testamento?

Sim, Jesus cita frequentemente o Antigo Testamento em seus ensinamentos e discursos. Ele usa as Escrituras para provar que suas ações e palavras foram previstas pelos profetas e para explicar a natureza de seu ministério.


Além disso, Jesus usa as Escrituras para ensinar e encorajar seus seguidores a viver de acordo com a vontade de Deus. Em várias ocasiões, ele cita os Salmos, os Profetas e a Lei de Moisés para explicar a importância do amor a Deus e ao próximo, a necessidade de arrependimento e a chegada do Reino de Deus.

Em resumo, o Antigo Testamento era uma parte integral do ensinamento de Jesus e da sua mensagem, inclusive os Salmos.

Importância dos Salmos nos tempos de Jesus

Os Salmos tinham uma importância central para as pessoas nos tempos de Jesus. Eles eram parte fundamental da liturgia judaica e eram recitados nas sinagogas e no Templo durante as orações diárias e festivais religiosos.

Salmo 8

 Hino de louvor

Ó Criador, nosso Criador, quão excelente é teu nome em toda a terra! Que estabeleceste a tua glória sobre os céus. (Salmo 8:1)

Este hino de louvor é identificado mais especificamente como um hino de criação (junto com o Sl 19:1-6), (Sl 33 e Sl 104) porque focaliza a terra e os céus, termos que descrevem a criação como um todo (Gn 1:1), (Êx 20:11), (Ne 9:6).


Glória, sinônimo de “honra” e “majestade”, e nome, que indica a pessoa, e não apenas o título, são paralelos; estes termos demonstram que Deus e Sua glória enchem toda a criação.

Esta linguagem diferencia Deus de Sua criação (Ele é transcendente), mas mostra também que Ele está presente nela (Deus é imanente).

Da boca dos bebês

Da boca dos bebês e das crianças de peito, tu ordenaste a força por causa dos teus inimigos, para que pudesses parar o inimigo e o vingador. (Salmo 8:2)

Até os seres humanos mais fracos, com sua fala às vezes inarticulada (boca), servem de firme testemunho (força) da glória de Deus e fazem parar o inimigo e o vingador.

De acordo com Jesus, as crianças e sua fé simples são o que melhor representa o reino de Deus (Mt 18:4). Paulo também construiu um argumento semelhante ao descrever Deus usando a fraqueza e a loucura para “envergonhar os sábios” deste mundo (1Co 1:26-29)

Salmo 7

No Salmo 7 nós aprendemos que a oração ajuda a superar a dor e nos aproxima do amor de Deus. Este salmo fala sobre como Deus defende a justiça e se defende contra os homens maus que o acusam injustamente.

Foi escrito pelo Rei Davi. Seu título indica que esse hino é o clamor de Davi a Deus, e é sobre os benjamins chamado Coche. É difícil determinar quem é essa pessoa e quando ela acusou Davi falsamente.

Alguns estudiosos acreditam que talvez ele tenha sido um dos informantes do rei Saul quando quis matar Davi (cf. Samuel 22-26). Essa possibilidade coincide com o fato de Saul também ser benjaminista.

Outra possibilidade é que na época da rebelião de Absalão, Kux era um dos inimigos de Davi na tribo de Benjamim.

De qualquer forma, o que realmente se sabe é que Coxi espalhou terríveis mentiras sobre Davi, fazendo com que Davi clame ao Senhor para salvá-lo e defendê-lo.

Confiança em Deus

Ó Altíssimo meu Deus, em ti eu ponho a minha confiança; salva-me de todos aqueles que me perseguem, e livra-me; Para que ele não rasgue a minha alma como um leão, dilacerando-a em pedaços, enquanto não há ninguém para me livrar. (Salmo 7:1-2)


O uso da palavra todos aqueles que me perseguem para descrever inimigos indica que o salmista era um homem procurado.

Ele compara seus perseguidores coletivamente a leões que dilaceram e despedaçam suas presas. Esta é uma descrição animal muito usada para inimigos nos salmos.

Os leões espreitam em lugares ocultos a fim de atacar suas presas (Sl 10:9), (Sl 17:12), sua boca e dentes são ameaçadores (Sl 58:6) e seu rugido também (Sl 22:13).

No novo testamento, a mesma figura de um leão rugindo é usada para Satanás, o maior inimigo do cristão (1Pe 5:8).

Salmo 6

Em Salmo 6 é registrado o luto pessoal do Rei Davi. Ele revela como o salmista pediu misericórdia ao Senhor durante um período de extrema dor e sofrimento. No momento de dor, Davi expressou sua total confiança em Deus.

O título do Salmo 6 também traz uma instrução musical: “Ao mestre do canto, com instrumentos de oito cordas”.

Naquele momento, Davi gritou para Deus. Peça ajuda. Ele perguntou ao Senhor: “Por quanto tempo?” O rei (ou mais precisamente, o servo) implorou a Deus que o curasse porque ele estava dominado pela dor.

O Salmo termina assim: Deus aceitou minha oração “. Servimos a um Deus que nos ouve. Um Deus que muda as circunstâncias. Deus cura nossa dor e eleva nossas almas.

Não me castigue, ó Altíssimo

Ó Criador, não me repreenda na tua ira, nem me castigue no teu furor. (Salmo 6:1)


A combinação de castigue… repreenda com ira… ardente descontentamento indica que o salmista pensava haver algum pecado por trás de seu sofrimento, embora o pecado não seja especificado.

A ligação entre pecado e sofrimento é um tema comum nos salmos de lamentação; ela faz parte do pensamento de pessoas que sofrem mesmo quando não há um pecado específico em mente; os termos relacionados à ira de Deus são uma maneira de expressar este pensamento (Sl 38:1), (Sl 118:18).

A abertura deste salmo fez com que os pais da igreja primitiva o incluíssem entre os sete salmos penitenciais (Sl 6:), (Sl 32), (Sl 38), (Sl 51), (Sl 102), (Sl 130), (Sl 143).

Salmo 5

O autor do Salmo 5 é o Rei Davi. Como todos sabemos, este hino parecia muito triste na hora da morte, onde o autor do salmo foi atacado pelas palavras astutas do inimigo.

Falando com Deus

Dá ouvidos às minhas palavras, ó Criador, considera a minha meditação. Escuta a voz do meu clamor, meu Rei e meu Deus, porque a ti orarei. (Salmo 5:1-2)

O termo em hebraico hgh está relacionado a palavra meditar. A Bíblia BKJ Fiel traduz como “considera a minha meditação”; conteúdo, visto que o sentido básico da palavra é “murmurar”, parece melhor entendê-la neste contexto como um sussurro (semelhante a um gemido), feito em um momento de profunda tristeza.

O Criador também é chamado de Rei (Sl 44:4), (Sl 68:24), (Sl 74:12), (Sl 84:3), o que indica confiança em Sua soberania e em Seu poder para atender esta oração.

Oração

Minha voz tu ouvirás de manhã, Ó Altíssimo; pela manhã direcionarei minha oração a ti, e olharei para cima. (Salmo 5:3)

A expressão de manhã é repetida. Ela indica a hora da oração, que era no início da manhã (Sl 88:13). Direcionarei minha oração significa literalmente “preparo (ou coloco em ordem)”.

O significado poderia ser “preparar um sacrifício”, mas não há outra indicação de uma oferta de sacrifício. Pelo contrário, é mais provável que fosse um preparo das palavras (Jó 32:14) para o pedido de vindicação.

O Eterno odeia a iniquidade

Porque tu não és um Deus que tenha prazer na perversidade, nem o mal habitará contigo. Os tolos não ficarão à tua vista; tu odeias a todos os trabalhadores da iniquidade. (Salmo 5:4-5)

O termo tenha prazer é a mesma palavra usada em Sl 1:2, mas aqui está na negativa. O Criador não tem interesse na perversidade e ela sequer pode existir em Sua presença.

Os arrogantes, aqueles que praticam o mal, os mentirosos e os violentos (v. 6) estão todos inclusos na explicação de o mal habitará com Deus.

A palavra “habitar” é o mesmo termo usado em Sl 2:2 para descrever aqueles que “tomam conselhos” contra o Altíssimo. Não há conflito entre estes ímpios e Soberano; eles não podem se aproximar do Pai a fim de atacá-lo.

Salmo 3

Quando Absalão, filho de Davi, chamou adversários de seu pai e tentou tomar o trono em Jerusalém, o rei de Israel saiu da sua cidade chorando, andando descalço e com a cabeça coberta (2 Samuel 15:30). No caminho, ele recebeu notícias de traição e encarou sujeitos que amaldiçoaram seu rei. Foi, sem dúvida, um dos piores dias da vida de Davi. As palavras do Salmo 3 transmitem alguns dos seus pensamentos nesses momentos difíceis. 

Depois de ouvir sobre vários casos de traição, Davi levantou os olhos para Deus e disse: “SENHOR, como tem crescido o número dos meus adversários! São numerosos os que se levantam contra mim. São muitos os que dizem de mim: Não há em Deus salvação para ele” (versos 1 e 2). Davi inicia o Salmo com uma avaliação válida da sua situação, frisando dois fatos: (1) Ele foi confrontado por numerosos adversários. (2) Os adversários tentaram desanimar o rei com suas expressões de incredulidade, dizendo que Deus não o salvaria. O resto do Salmo demonstra a rejeição, por Davi, dessa conclusão dos seus inimigos. Ele confiou plenamente em Deus, e não duvidou da fidelidade dele para com o ungido rei de Israel.


Davi continua: “Porém tu, SENHOR, és o meu escudo, és a minha glória e o que exaltas a minha cabeça” (verso 3). Davi sabia das promessas de Deus. Ele sabia que foi escolhido para governar (1 Samuel 16:12-13) e que seu reinado terminaria em paz, não em derrota (2 Samuel 7:11). Davi entendeu que Absalão e todos os seus co-conspiradores não tinham força suficiente para frustrar os planos de Deus. A questão não era apenas a sobrevivência de um homem, mas o cumprimento do plano do Senhor.

Salmo 2

Mansidão não é apenas o caráter de uma pessoa calma, que não se exaspera com facilidade. Mansidão é mais do que isso. É a atitude de conformidade com certa autoridade e domínio sendo exercido em sua vida. Mansidão envolve humildade, mas vai além da humildade. Envolve submissão, a autoridade de alguém.

O Salmo 2 fala da rebeldia das autoridades da terra contra o Ungido do Senhor. Deus decretou o reinado do Seu Ungido, o Cristo. As nações se inquietam, pois não aceitam a autoridade do Ungido (v.3).

Deus está no “seu trono nos céus” rindo e caçoando dessa atitude insana, mas é assim que nos parecemos quando nos rebelamos contra o senhorio de Cristo nas mínimas coisas. Mortificando a arrogância e ressuscitando em mansidão:

Os 4 passos para vencer a arrogância e ter mansidão

1. Avalie se você tem sido arrogante (Salmo 2:1-3)

O texto apresenta um diagnóstico dos homens que são arrogantes contra Deus. 

  • Eles se amotinam e tramam. Conspiram contra o Senhor.
  • Eles interpretam a autoridade de Deus como uma prisão.
  • Eles se propõem a quebrar e lançar de si a autoridade do Senhor.

Salmo 1

O Salmo 1 podemos chamar de prefácio do livro dos Salmos. Ou seja, serve como uma introdução porque faz uma apresentação do conteúdo do livro todo. O que é dito no Salmo 1 é relevante para todo o resto do livro dos Salmos.

Este é um salmo de instrução sobre o bem e o mal, colocando diante de nós a vida e a morte, a bênção e a maldição, para que possamos tomar o caminho certo que conduz à felicidade e evitar aquilo que certamente terminará em nossa miséria e ruína. 


O diferente caráter e condição de pessoas piedosas e más, aquelas que servem a Deus e aquelas que não o servem, é aqui claramente declarado em poucas palavras. Para que todo homem, se for fiel a si mesmo, possa ver aqui seu próprio rosto e ler sua própria condenação. 

O Salmo 1 é um Salmo de sabedoria. Existem Salmos de louvor, Salmos de lamento e Salmos de entronização e todos contêm sabedoria, é claro, mas como introdução e porta para o restante dos Salmos, este Salmo declara em apenas algumas palavras algumas das verdades e proposições mais básicas, porém profundas da Bíblia.

O livro de Salmos

O livro de Salmos é conhecido como Saltério (nebel), lira ou harpa, uma composição de 150 textos poéticos de lamentação, súplica, louvor, ação de graças, de tempos e lugares diferentes. Essa coleção chama-se em hebraico, O Livro dos Salmos. Em grego, Psalmos, isto é, “Poemas adaptados à música”. É o primeiro e mais comprido dos livros do Hagiógrafo, a terceira divisão da Bíblia hebraica.

O livro de Salmos é um dos mais estimados e usados do Antigo Testamento e, ao mesmo tempo, um dos mais problemáticos do cânon. Questões relativas à autoria, composição, teologia, interpretação, aplicação e função contribuem para a complexidade do livro. O fato de muitos cristãos, ao longo dos séculos, terem encontrado consolo em suas páginas em tempos de necessidade, sem jamais considerar estas questões, serve de testemunho do poder de Deus de ministrar por meio dos livros das Escrituras.

Os primeiros salmos a serem agrupados, e que mais tarde dariam origem ao Saltério, foram denominados “Orações de Davi, filho de Jessé”. Outros foram compostos durante o exílio. Contudo foi durante o reinado de Salomão e o exercício do serviço litúrgico e religioso no primeiro Templo, que os salmos definitivamente passaram a fazer parte da tradição judaica.  Assim, o livro dos Salmos é a compilação de várias coletâneas da fina obra literária bíblico-canônica judaica (poemas, hinos e cânticos espirituais) e representa a etapa final de um processo que demandou séculos de história. Foram os mestres e servos pós-exílicos do Templo, entretanto, que completaram e concluíram a coletânea final de 150 salmos, ao final do século III a.C.

Os salmos refletem tanto o caráter histórico como devocional. Muitos acontecimentos da historia são apresentados: a criação do homem (8.5), a aliança estabelecida com Abraão e seus descendentes (105.9-11), o sacerdócio de Melquisedeque (110.4), Isaque, Jacó, Moisés e Arão (105.9-45), a libertação do Egito e a herança Cananeia (78.13; 105.44). Muitos outros exemplos poderiam ser citados.

DATA

Ao questionarmos a data da publicação dos salmos, uma primeira pergunta se faz necessária: de qual salmo especificamente estamos falando? Porquanto o Saltério é composto de salmos que vão desde a época pré-exílica, passando por todo o tempo de cativeiro, até o pós-exílico. O processo de descobrimento, seleção e formação da coletânea canônica dos salmos levou vários séculos, e foi concluído somente no final do século III a.C.

Considerando que metade de todo o Saltério é de autoria de Davi (ou davídicos), e que quase todos foram originados no período áureo de Israel e alguns até mais tarde, podemos datar as primeiras publicações dos Salmos por volta do ano 1000 a.C. 

Salmo 95

A rocha da nossa salvação é o Senhor Jesus, a pedra angular de esquina que os lideres de Israel (edificadores) rejeitaram ( Sl 118:22 ). Os salmos e os profetas anunciaram que o Messias é a pedra preciosa de esquina bem firme e fundada, e que é necessário aos homens crer n’Ele “Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, uma pedra já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não se apresse” (Is 28:16); “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mt 7:24; 1Co 10:4).

Salmo 95 – Convite para adorar a Cristo

1 VINDE, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação. 2 Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com salmos. 3 Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses. 4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. 5 Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. 6 Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que nos criou. 7 Porque ele é o nosso Deus, e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão. Se hoje ouvirdes a sua voz, 8 Não endureçais os vossos corações, assim como na provocação e como no dia da tentação no deserto; 9 Quando vossos pais me tentaram, me provaram, e viram a minha obra. 10 Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos. 11 A quem jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso. ( Sl 95:1-11)

“E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” ( 1 Coríntios 10:4 )



O apóstolo Pedro em sua primeira carta aos cristãos da dispersão deixou registrado que os profetas inquiriam e trataram diligentemente sobre a salvação que profetizavam e em que tempo a salvação se daria. Embora os profetas de Deus não soubessem os tempos em que a salvação de Deus havia de se manifestar, foi-lhes revelado que não profetizavam para eles mesmos (1Pe 1:10-12).

Salmo 4

Qualquer que obedece à palavra do Filho não peca, pois a semente de Deus permanece nele ( 1Jo 3:9 ). Neste sentido disse Moisés: “E disse Moisés ao povo: Não temais, Deus veio para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis” (Êx 20:20).

1 OUVE-ME quando eu clamo, ó Deus da minha justiça, na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração. 2 Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá.) 3 Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que é piedoso; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele. 4 Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama e calai-vos. (Selá.) 5 Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.
6 Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto. 7 Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se lhes multiplicaram o trigo e o vinho. 8 Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.

Esse é mais um Salmo messiânico que descreve a confiança do Cristo em Deus, mesmo em meio às adversidades que teria que enfrentar, desde o jardim do Getsêmani até o Calvário.

Como é possível na angústia ter largueza? Parece contraditório passar por aflição, dificuldade, aperto e ter toda suficiência, toda largueza. O clamor registrado no Salmo 4: ‘Ouve-me, quando clamo…’ (v. 1) está em consonância com a vontade do Pai que, em outros Salmos, promete estar com Cristo na angústia (Sl 91:15).

O único homem que foi afligido de modo a exclamar que estava angustiado até a morte foi o Filho de Davi e isso porque foi do agrado de Deus fazê-Lo enfermar.

“E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo” (Mt 26:37-38).

“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão” (Is 53:10).

Salmo 149

Proclamando a Cristo, como diz as Escrituras, os seus santos estarão entoando louvores a Deus. Basta ao povo do Altíssimo batalhar pela fé (evangelho), que uma vez foi dada aos santos, que estará adorando a Deus, na beleza da sua santidade. Basta desembainhar a espada do Espírito, manejando bem a palavra de Deus, que o crente estará adorando a Deus, em espírito e em verdade. 

Salmo 149 – A palavra de Deus é espada de dois gumes

  1. LOUVAI ao SENHOR. Cantai ao SENHOR um cântico novo, e o seu louvor na congregação dos santos.
  2. Alegre-se Israel naquele que o fez, regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei.
  3. Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com tamborim e harpa.
  4. Porque o SENHOR se agrada do seu povo; ornará os mansos com a salvação.
  5. Exultem os santos na glória; alegrem-se nas suas camas.
  6. Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e espada de dois fios nas suas mãos,
  7. Para tomarem vingança dos gentios, e darem repreensões aos povos;
  8. Para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro;
  9. Para fazerem neles o juízo escrito; esta será a glória de todos os santos. Louvai ao SENHOR.

Tornou-se consenso nas comunidades cristãs, que louvar a Deus é entoar uma melodia harmoniosa e ritmada, com uma letra de conteúdo sacro. Seria este o louvor que Deus requer dos homens?


Se observarmos os elementos que constituem as poesias dos Salmos, vê-se que não há rima ou ritmo antes, nos deparamos com ideias cadenciadas e relacionadas entre si, regidas por asserções simples.

Salmo 26

Ao ler o Salmo 26, o leitor precisa considerar a pessoa de Cristo e que o salmista era profeta. É imprescindível considerar que o salmista não estava orando a Deus confiado em si mesmo, antes, profetizava acerca do Cristo.

“1 JULGA-ME, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei. 2 Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha os meus rins e o meu coração. 3 Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.  4 Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados. 5 Tenho odiado a congregação de malfeitores; nem me ajunto com os ímpios. 6 Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar. 7 Para publicar com voz de louvor e contar todas as tuas maravilhas. 8 SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória. 9 Não apanhes a minha alma com os pecadores, nem a minha vida com os homens sanguinolentos, 10 Em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos. 11 Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim. 12 O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR” (Salmo 26:1-12).

Outro Salmo do profeta Davi (1 Cr 25:1-3), portanto, se faz necessário interpretá-lo, considerando que, pelo espírito, o rei e salmista Davi não falava acerca de si mesmo, mas do seu Filho, o Messias.

“Sendo, pois, ele (Davi) profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que, do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono. Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção.” (At 2:30-31)

Da mesma forma que o Salmo 16 refere-se a Cristo, uma profecia de Davi acerca da ressurreição do Cristo, o Salmo 26 apresenta mais algumas características do Messias de Israel.

“Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; Por isso, se alegrou o meu coração e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança; Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo.” (At 2:25-28; Sl 16:8-11) 

Salmo 91

É comum nas casas, empresas, repartições públicas, escolas, etc., encontrarmos uma Bíblia aberta no Salmo 91. Às vezes, pela ação do tempo, a página da Bíblia no Salmo 91 fica empoeirada e amarelada. Também é comum as pessoas pendurarem em suas residências quadros que estampam uma cópia do Salmo 91.

Muitos utilizam o Salmo 91 para rezar, enquanto outros citam trechos do Salmo 91 em suas orações, mas será que compreendem o seu significado? Ainda há aqueles que nem mesmo leram o Salmo 91, mas por recomendação, fazem do Salmo um amuleto.

Desde longa data o Salmo 91 é utilizado como amuleto. Os adeptos das religiões espiritualistas entendem que o Salmo 91 é poderoso e que deve ser utilizado nas horas de necessidades para pedir e agradecer a proteção divina para tudo e todos, mas, a despeito destas concepções místicas, surge a pergunta: como entender e interpretar o Salmo 91?

  1. AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
  2. Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
  3. Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
  4. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
  5. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
  6. Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
  7. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
  8. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
  9. Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
  10. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
  11. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
  12. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
  13. Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
  14. Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.
  15. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
  16. Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

O esconderijo do Altíssimo

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.” (Salmo 91:1)

O primeiro passo para interpretar Salmo 91 é responder a seguinte pergunta (Sl 91:1): Quem habita no esconderijo do Altíssimo? É possível aos homens mortais residirem no recôndito do Altíssimo? A resposta está no decurso do próprio Salmo: “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação” (Sl 91:9).



Quando escreveu esta profecia, o salmista fez referência a alguém que, naquele exato momento estava residindo no esconderijo (lugar oculto) do Altíssimo, e que, no futuro, haveria de deixar a habitação do Altíssimo. Quando deixasse o esconderijo do Altíssimo, seria necessário refugiar-se à sombra do Onipotente (Jo 16:28).

Salmo 52

Este Salmo possui conexão com os Salmos 53 e 58, pois descreve a condição dos ímpios e o modo como atuam. Recomenda-se antes de estudar o Salmo 52, que se leia os Salmos 53 e 58.

1. Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece continuamente. 2. A tua língua intenta o mal, como uma navalha amolada, traçando enganos. 3.Tu amas mais o mal do que o bem, e a mentira mais do que o falar a retidão. (Selá.) 4. Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta. 5. Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te-á e arrancar-te-á da tua habitação, e desarraigar-te-á da terra dos viventes. (Selá.) 6. E os justos o verão, e temerão: e se rirão dele, dizendo: 7. Eis aqui o homem que não pôs em Deus a sua fortaleza, antes confiou na abundância das suas riquezas, e se fortaleceu na sua maldade. 8. Mas eu sou como a oliveira verde na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente. 9. Para sempre te louvarei, porque tu o fizeste, e esperarei no teu nome, porque é bom diante de teus santos.

Confiança em Deus

“Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece continuamente.” (Salmo 52:1).

O termo hebraico רָע, transliterado ra´, e comumente traduzido por ‘malícia’, porém, em razão do contexto em que foi empregado, não significa que se trata de uma pessoa marota, lasciva, ou que se trata de uma pessoa dissimulada ou que finge sentimentos para encobrir intenções, de modo a agir com dolo ou astucia.

A conotação do termo não diz de comportamento, moral, caráter, intenções, e sim de natureza. O termo hebraico רָע foi empregado para qualificar a natureza, a condição, que o indivíduo se apoia para se vangloriar.


Para analisar a parte ‘a’ do verso 1, temos que considerar a parte ‘b’ do versículo: Se a bondade de Deus permanece para sempre, o que leva alguém a confiar na sua própria condição?