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ELES ME OBRIGARAM A FAZER ISSO

"Então respondeu Arão: Não se acenda a ira do meu senhor; tu sabes que este povo é inclinado ao mal; e eles me disseram: Faze-nos um deus que vá adiante de nós; porque não sabemos o que sucedeu a este Moisés, a este homem que nos tirou da terra do Egito. Então eu lhes disse: Quem tem ouro, arranque-o; e deram-mo, e lancei-o no fogo, e saiu este bezerro". Êxodo 32:22-24.

Quando se pergunta a uma criança por que ela atirou a pedra que quebrou a vidraça ela responde: “O Carlinhos me obrigou!”. Quando uma aluna da escola é apanhada roubando uma loja, ela diz: “Eu não queria, mas minhas colegas me obrigaram!”.
Alegar inocência culpando outra pessoa é uma desculpa favorita. Ela foi usada por Arão para explicar este incidente com o bezerro de ouro. Enquanto Moisés se encontrava com Deus no monte, Arão ficou cuidando do acampamento. Pressionado pelos desejos impacientes e imaturos do povo de Israel para ter um deus que pudesse ver, Arão cedeu às exigências dele. Arão sabia o que era certo; sabia que Deus havia ordenado que não fossem feitos ídolos, e Moisés os instruíra a esperar. Mas, quando ouviu as queixas e ameaças do povo, Arão cedeu à pressão dele.
Confrontado com o seu pecado de fabricar um ídolo de ouro, Arão não ofereceu uma mas duas desculpas. Ele não só abdicou da responsabilidade, mas mentiu a Moisés e a Deus.
Lembre-se de que o certo e errado não são estabelecidos pela opinião da maioria, mas pela ordem de Deus. Quando você falhar, confesse o seu fracasso e aceite a responsabilidade, sendo estão perdoado e restaurado (1 João 1.8,9).

É DIFÍCIL DEMAIS!



"Porém, os homens que com ele subiram disseram: Não poderemos subir contra aquele povo, porque é mais forte do que nós". Números 13:31.

A princípio, a reação das pessoas ao relatório dos espiões parece ter sido compreensível em vista da realidade da situação. “Não poderemos subir contra aquele povo”, disseram. “Porque é mais forte do que nós".
O povo que habitava a terra era realmente forte e causava medo. Mas os israelitas permitiram que a aparente impossibilidade da tarefa os fizesse esquecer a grandeza do seu Deus. Afinal de contas, quem os livrara milagrosamente do Egito? Quem provera alimento e água para eles no deserto? Quem afirmara que lhes daria a Terra Prometida?

Quando olhamos para os problemas e obstáculos em nossa vida da perspectiva limitada de nossa própria força e recursos, somos tentados a dizer: “É difícil demais!”.
Mas quando enfocamos o poder e as promessas de Deus, vemos como essa desculpa é realmente pobre.

EU SÓ QUERIA AJUDAR

“Davi tomou conselho com os capitães dos milhares, e das centenas, e com todos os líderes. E disse Davi a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se isto vem do SENHOR nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas nas suas cidades e nos seus arrabaldes, para que se reúnam conosco; e tornemos a trazer para nós a arca do nosso Deus; porque não a buscamos nos dias de Saul. E levaram a arca de Deus, da casa de Abinadabe, sobre um carro novo; e Uzá e Aiô guiavam o carro. E Davi e todo o Israel, alegraram-se perante Deus com todas as suas forças; com cânticos, e com harpas, e com saltérios, e com tamborins, e com címbalos, e com trombetas. E, chegando à eira de Quidom, estendeu Uzá a sua mão, para segurar a arca, porque os bois tropeçavam. Então se acendeu a ira do SENHOR contra Uzá, e o feriu, por ter estendido a sua mão à arca; e morreu ali perante Deus. E Davi se encheu de tristeza porque o SENHOR havia aberto brecha em Uzá; pelo que chamou aquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. E aquele dia temeu Davi a Deus, dizendo: Como trarei a mim a arca de Deus? Por isso Davi não trouxe a arca a si, à cidade de Davi; porém a fez levar à casa de Obede-Edom, o giteu. Assim ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo quanto tinha. (1 Crônicas 13:1-14). 

A princípio a história de Uzias e da Arca de Deus parece terrivelmente injusta. Tudo o que Uzias fez foi tocar a Arca (que continha as tábuas de pedra dos Dez Mandamentos e ouras evidências da presença de Deus com Israel). Uzias estava apenas tentando impedir que ela caísse do carro. Por que o seu castigo foi tão severo? Ele não estava apenas querendo ajudar? 

Para entender as respostas a essas perguntas, temos de voltar a Números 4:5-15. Uzias e todos os coatitas tinham sido designados para carregar a Arca sagrada da Aliança (Números 7:6-9). Esta fora cuidadosamente construída com argolas de ouro, onde se inseriam varas longas para que os homens pudessem transportá-la sem tocá-la, por causa da santidade absoluta de Deus. Mas, quando Davi mandou que os coatitas levassem a Arca para Jerusalém, eles decidiram que seria mais fácil transportá-la num carro com rodas especialmente construído para isso. Uzias tinha conhecimento da advertência de Deus, de que ele e seus parentes “nas coisas santas não tocariam, para que não morressem” (Números 5:15). Quando os bois tropeçaram, Uzias desobedeceu a Deus tocando a Arca. 

Os coatitas pensaram que o carro facilitaria o transporte da Arca, mas não refletiram sobre as consequências da sua decisão. Deus tinha boas razões para os seus mandamentos aos coatitas. Da mesma forma, Ele tem boas razões para cada mandamento que nos deu e devemos então obedecer-lhe de todos os modos. Algumas vezes a vontade de Deus não parece conveniente, mas os seus mandamentos sempre indicam o melhor caminho para seguirmos.


DEUS ESTÁ ME MALTRATANDO

Ao defender-se contra as acusações de seus amigos, Jó acusou Deus de ser injusto com ele. Estas foram as suas palavras: “Vive Deus, que desviou a minha causa, e o Todo-Poderoso, que amargurou a minha alma” (Jó 27:2). Jó passara por grande sofrimento e perda depois de ter sido um homem rico e próspero com a bênção de Deus. Ele sem dúvida compartilhava a opinião de seus amigos de que os justos recebem bênçãos materiais enquanto os ímpios experimentam apenas sofrimento traumatizante. Jó acreditava não merecer os problemas pelos quais estava passando, de modo que concluiu erradamente que Deus estava sendo injusto. Mas era certo para Jó interrogar Deus? 

A verdade é que Deus tem o direito de fazer o que quiser sem ter de dar explicações de seus motivos para nós. Em um mundo perverso, os inocentes sofrem. Deus é sempre justo e julgará o mal. Todavia, não devemos questionar ou tentar justificar o que Deus faz ou deixa de fazer. 

Quando Jó foi confrontado por Deus, reconheceu finalmente que não podia compreender a Deus e veio a crer que Ele é absolutamente justo e sábio (Jó 42:1-6). Embora Jó nunca tivesse compreendido por que estava sofrendo, percebeu finalmente que Deus é bom (veja Lucas 18:19) e que tem o direito de fazer o que quiser (veja Romanos 9:20-24). 

As pessoas geralmente ficam bravas ou amarguradas com Deus sempre que enfrentam uma situação trágica e dolorosa. Embora estas experiências sejam difíceis e incompreensíveis, isto não nos dá o direito de criticar Deus. Sempre podemos chegar até Deus com nossas perguntas, desejos e nossa necessidade de consolo, mas nunca podemos ultrapassar o limite da confiança na sua bondade. Não precisamos entender porque coisas ruins acontecem, mas apenas confiar na sabedoria e santidade de Deus. Tudo está debaixo de suas mãos e Ele tem um propósito para todas as coisas que faz e que permite acontecer (veja Romanos 8:28), mas é nossa responsabilidade confiar nele em todas as circunstâncias.

Leia também: Provérbios 1:20-23; Lucas 18:19; João 9:1-3; Romanos 8:28; 2 Coríntios 1:3-7; Tiago 1:2,3.

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TODO MUNDO FAZ ISSO!

"Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações” (1 Samuel 8:4,5).
Imagine um professor pegando um aluno colando na prova. Se o professor perguntar “Por que você colou?”, o aluno talvez responda: “Todo mundo faz isso”.
Se mudarmos a pergunta de cola para bebida, sexo pré-conjugal ou roubo em lojas, a desculpa quase sempre continua a mesma: “Todo mundo faz isso”.  Mas, mesmo que todos estejam fazendo algo, isso torna certo o errado?


Nesta situação, o povo de Israel clamou Samuel por um rei. O raciocínio é que eles deveriam ter um rei como todas as outras nações. Está ouvindo a desculpa esfarrapada? A
verdadeira razão era que Samuel (um profeta e não um rei) estava ficando velho e o povo não confiava em Deus para guiá-los e cuidar deles, como estivera fazendo durante 500 anos (desde que tinham saído do Egito). Eles queriam um rei humano em quem confiar e a desculpa dada foi: “Todo mundo tem um rei”.

Uma das coisas que nos torna únicos como filhos de Deus é termos Deus como nosso rei. Isso significa que nós o seguimos e fazemos o que Ele diz, apesar do que as outras pessoas ao nosso redor estejam dizendo ou fazendo. Quando se trata de aspectos de verdade ou moralidade, nossa primeira pergunta não deve ser: “O que os outros estão fazendo?”, mas, sim, “O que Deus diz sobre isto?”.

Em vez de confiar em nossos iguais, devemos confiar em Deus para guiar nossa vida. Ele é o único que conhece o caminho.


Leia também: Gênesis 3:1-6; Êxodo 23:2; Salmos 1; João 14:6; Atos 4:18-20; Romanos 13:1-5.

NÃO HÁ NADA DE ERRADO NISSO

"Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai, porque Salomão seguiu a Astarote, deusa dos sidônios, e Milcom, a abominaçãoo dos amonitas. Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do SENHOR; e não perseverou em seguir ao SENHOR, como Davi, seu pai. Então edificou Salomão um alto a Quemós, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Moloque, a abominação dos filhos de Amom. E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras; as quais queimavam incenso e sacrificavam a seus deuses. Pelo que o SENHOR se indignou contra Salomão; porquanto desviara o seu coração do SENHOR Deus de Israel, o qual duas vezes lhe aparecera. E acerca deste assunto lhe tinha dado ordem que não seguisse a outros deuses; porém não guardou o que o SENHOR lhe ordenara. Assim disse o SENHOR a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei a teu servo. Todavia nos teus dias não o farei, por amor de Davi, teu pai; da mão de teu filho o rasgarei; porém todo o reino não rasgarei; uma tribo darei a teu filho, por amor de meu servo Davi, e por amor a Jerusalém, que tenho escolhido” (1 Reis 11:1-13).
Salomão, por mais famoso e sábio que fosse, tinha ma fraqueza pronunciada. Ficamos sabendo que ele acumulou setecentas mulheres e trezentas concubinas, número esse quase inconcebível! Embora os reis da antiguidade muitas vezes praticassem a poligamia, Deus havia claramente instruído Salomão a não casar com estrangeiras, porque elas iriam afastar o seu coração de Deus (veja Deuteronômio 7:3,4; 17:17).

Todavia, Salomão desobedece abertamente a Deus nesta área da sua vida. Por quê? Talvez porque tivesse pensado que, na sua posição de rei, devia possuir um enorme harém como os outros reis. Pode ter pensado: “Não há nada de errado nisso”. Mas, quaisquer que fossem as suas razões, a decisão que ele tomou fez com que se desviasse do caminho de Deus. Sua busca de prazer egoísta e aceitação social provocou eventualmente a queda do seu reino.

Deus nos destinou a gozar o sexo de acordo com o seu plano, mas o padrão do mundo é ter várias experiências sexuais diferentes com pessoas diferentes. O padrão de Deus é muito melhor, o plano divino é que tenhamos intimidade sexual com uma pessoa para a vida inteira – nosso marido ou esposa.

Só quando seguimos o plano de Deus é que podemos experimentar a intimidade e o gozo máximo com outra pessoa, e essa pessoa é a única maneira em que podemos manifestar a realidade da união de Cristo com a igreja (Efésios 5:31-33).

Em vez de ceder à pressão social ou os nossos desejos, teríamos muito menos problemas se nos comprometêssemos a esperar pelo melhor de Deus no casamento e a ser fiéis à pessoa que Deus nos desse.


Veja também: Gênesis 2:23-25; Provérbios 5:18-23; Cantares 1:1; Efésios 5:31-33; Hebreus 13:4

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?

"Porque tu o fizeste em oculto, mas eu farei este negócio perante todo o Israel e perante o sol. Então disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR perdoou o teu pecado; não morrerás. Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá. Então Natã foi para sua casa; e o SENHOR feriu a criança que a mulher de Urias dera a Davi, e adoeceu gravemente. E buscou Davi a Deus pela criança; e jejuou Davi, e entrou, e passou a noite prostrado sobre a terra. Então os anciãos da sua casa se levantaram e foram a ele, para o levantar da terra; porém ele não quis, e não comeu pão com eles” (2 Samuel 2:12-17).

As pessoas que crescem em posições privilegiadas algumas vezes são as piores. Isso acontece quando o filho de um empresário cresce acreditando que o pai pode tirá-lo de
qualquer encrenca, ou quando o filho de um político pensa que é uma pessoa intocável só porque o pai se destacou. Pode haver também uma garota que pensa ser cristã só porque a mãe tem uma fé dedicada.

Eles se eximem da responsabilidade, acreditando serem exceções. Esse foi provavelmente o caso dos filhos de Eli, Ofini e Finéias. Como filhos do sumo sacerdote, achavam-se em posição privilegiada. Cresceram no templo e evidentemente pensavam merecer as vantagens.

Quando se tornaram sacerdotes, aprenderam a explorar o sistema em seu próprio proveito e usaram a sua posição para todos os tipos de comportamento autoindulgente e pecaminoso.

Se alguém reclamasse da sua atitude, eles poderiam ter replicado: “Vocês sabem quem somos? Quem vai nos impedir?”.

Eles até ignoraram o pai. Achavam que ninguém conseguiria detê-los. Mas, então, Deus os deteve (2 Samuel 3:11-14; 4:10,11). Ofni e Finéias aprenderam da maneira mais difícil que ter uma posição de prestígio não dá a ninguém o direito de ignorar os mandamentos de Deus. Eles não buscaram a Deus e tiveram de enfrentar o juízo justo do Senhor.

Aprenderam, assim que Deus não tem favoritos (veja Colossenses 3:25).

Se Deus nos der uma posição privilegiada, não devemos usá-la para viver acima da lei. Em vez disso, devemos fazer uso dela para amar a Deus e servir aos outros, e não a nós mesmos. Precisamos compreender que Deus é imparcial, e que a quem muito foi dado, muito será exigido (Lucas 12:48).


Leia também: Deuteronômio 10:17; Malaquias 2:1-9; Lucas 23:42-48; Colossenses 3:25; 1 Tessalonicenses 2:1-12.

PARECIA BOM, ENTÃO FIZ!

O princípio-guia da vida de Sansão era: “Se for bom, faça”. Ele permitiu que suas paixões e desejos o dominassem completamente. Quando se zangava, matava alguém; quando sentia desejo tinha de possuir uma mulher.
Embora Sansão terminasse realizando uma grande vitória para Deus, ele jogou fora boa parte de sua vida e vasto potencial, usando a desculpa: ”Parecia bom, então fiz”.

Deus não pede para fazer coisas que parecem certas para nós, mas coisas que são certas. Fazer a coisa certa às vezes não parece bom nem nos torna populares, mas justamente o oposto.

Precisamos nos lembrar de que Deus recompensará as escolhas certas do seu modo e no seu tempo.

(Juízes 16:4-22).

Leia também: Provérbios 2:1-8; 16-19; 3:5,6; Tiago 1:2-8

VER PARA CRER

O povo de Israel servia a um Deus invisível, que proibiu que se fizesse imagens para idolatria. Em contraste, as nações vizinhas tinham belas e impressionantes estátuas de ouro e pedras lavradas para ver e adorar. Moisés agora também se fora supostamente para encontrar-se com o Deus invisível deles. O povo começou então a clamar a Arão, pedindo que fizesse um deus que eles pudessem ver. Estavam impacientes com a espera de um Deus que não se revelava w criaram então seu próprio deus, um ídolo que podiam ver e tocar.
“Mas vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu. E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos. Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e
os trouxeram a Arão. E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR. E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar” (Êxodo 32.1-6).

Ver é crer, certo? Talvez, mas Deus não ficou impressionado porque eles distorceram sua compreensão de Deus e desobedeceram às ordens explícitas que Ele havia dado.

Quantas vezes usamos a mesma desculpa para desobedecer a Deus? “Não podemos ver Deus, não sabemos o que Ele está fazendo! Se Ele apenas se mostrasse a nós, então creríamos!” Deste modo, muitas vezes decidimos não esperar com fé pelo Deus verdadeiro, mas fazemos deuses de coisas menores. Nenhuma dessas desculpas é adequada porque Deus se revelou claramente mediante a sua Palavra, seus mandamentos e seu Filho, Jesus Cristo.

Quando você for tentado a seguir um deus inferior que pode ver, lembre-se de que o Deus invisível é o único e verdadeiro Deus.

NÃO PUDE ESPERAR

Em Gênesis 15, Deus havia revelado a Abrão sua gloriosa promessa de dar-lhe um filho e que ele se tornaria uma grande e poderosa nação. Abrão e Sara, entretanto, decidiram que o plano de Deus demorava muito a ser posto em prática e agiram por conta própria. Abrão teve então um filho com uma serva de Sara, Agar.

“Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar. E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai. Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã. E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos. Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti. E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face” (Gênesis 16.1-6).

A decisão deles mostra falta de confiança e desobediência. Embora não o dissessem, a desculpa para as suas atitudes foi na verdade esta: “O plano de Deus estava demorando muito, não pudemos esperar!”

Quantas vezes deixamos de esperar pelo caminho e tempo de Deus! Nem sempre Ele nos dá o que desejamos na hora em que desejamos, mas sempre nos dá o que promete no tempo dele!

Você fica às vezes impaciente e age por conta própria? A ideia de esperar por Deus é difícil para você? Você está vivendo alguma situação em que esperar por Deus está provando a sua paciência? A Bíblia contém muito encorajamento para nós com relação a esperar que Deus cumpra as suas promessas:

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu entendimento. Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão; mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Isaías 40.28-31).

A RESPONSABILIDADE NÃO É MINHA

A história de Caim e Abel é trágica. O primeiro relacionamento fraternal registrado na Bíblia não terminou em confiança e companheirismo, mas em assassinato. É também trágica por causa da desculpa inconsistente usada por Caim na tentativa de ocultar e justificar o seu pecado.

“E disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão? E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra. E agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para receber da tua mão o sangue do teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra” (Gênesis 4.9-12).

Quando Deus o confrontou sobre o paradeiro de Abel, Caim respondeu: “Não sei; sou eu guardador do meu irmão?” A verdade, no entanto, é que o paradeiro e bem-estar de Abel eram responsabilidade de Caim assim como nós, em última instância, somos responsáveis
uns pelos outros. A desculpa de Caim revela sua atitude pecaminosa; ele não considerava a vida de Abel tão importante quanto a sua e, portanto, não sentiu remorsos por tê-la tirado a sangue-frio.
Você tem dificuldades para lidar com a sua ira?

“Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4.31,32).