JESUS É FILHO DO ANJO GABRIEL?

PERGUNTAS & RESPOSTAS

Nome: Fernanda vitória Lobato
Cidade/UF: São Paulo/SP
Grupo Religioso: Outra
Pergunta: Olá, gostei muito do site, sou da igreja Presbiteriana! Gostaria de sabe por que se diz que Jesus pode ser filho do anjo Gabriel!! Obrigada.

A Bíblia nos dá a entender que muitas vezes os anjos apareceram em forma humana. Partindo desse ponto, muitas pessoas vincularam definitivamente os seres celestiais à forma humana e passaram a associá-los a diversas características e limitações do ser humano. Entre esses aspectos está a questão da sexualidade. Anjos têm sexo?

Os anjos não têm sexo. O texto usado para defender a sexualidade dos anjos, Gênesis 6, é um texto obscuro, e, por isso, é interpretado erroneamente. Entretanto, o texto que nega tal sexualidade é cristalino em sua clareza. Jesus disse em Mateus 22:30: “Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” Dizer que os anjos têm sexo apesar de não poderem se casar é, no mínimo, absurdo.

Ao anjo Gabriel foi confiada a missão mais alta que jamais havia sido confiada a alguém: anunciar o nascimento do Filho de Deus. Por isso, é muito admirado desde a antiguidade. O termo de apresentação quando apareceu a Zacarias para anunciar-lhe que ia ter por filho João Batista foi este: "Eu sou Gabriel, o que está na presença de Deus." (Lucas 1:19)

"Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia, a uma virgem chamada Maria, e chegando junto a ela, disse-lhe: 'Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo'. Ela ficou confusa, mas disse-lhe o anjo: 'Não tenhas medo, Maria, porque estais na graça do Senhor. Conceberás um filho a quem porás o nome de Jesus. Ele será filho do Altíssimo e seu Reino não terá fim'". (Lucas 1:26-38)

Segundo a tradição, os arcanjos são os mensageiros (em grego "archangélos") de Deus das Boas Novas, nos ajudam a dar bom rumo e direção à nossa vida, nos dão compreensão e sabedoria. É a ele que recorrem os que necessitam desses dons.


OS SETE PECADOS CAPITAIS

Os sete pecados capitais denominam-se dessa forma por originarem outros pecados. Os pecados capitais possuem base bíblica e fazem parte do ensino moral cristão. São regras de libertação e não de aprisionamento do ser humano. Afinal, qual homem pode-se dizer livre quando na verdade é prisioneiro de suas próprias inclinações? E foi justamente para sermos homens e mulheres livres que Jesus foi sacrificado.

Origem

No século IV, são Gregório Magno e são João Cassiano definiram-nos como sete: orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça. Até hoje na Igreja existe um consenso doutrinal sobre essa classificação.


No cotidiano, o católico pode lembrar desses pecados no exame de consciência que faz ao preparar-se para o sacramento da confissão. Eles servem de fonte de identificação para o defeito dominante que determina os outros, chamado de pecado hegemônico.

Os pecados capitais vão além do nível individual. Iniciando no coração da pessoa, eles concentram-se em determinados ambientes, instalando-se em determinadas instituições. A corrupção nas esferas do poder público pode ser identificada com a avareza, que aniquila o interesse generoso e correto para o desenvolvimento e os cidadãos da nação, em prol de benefícios financeiros próprios. Na realidade urbana, o aumento da violência relaciona-se à ira e à gula, esta representada pelo uso de drogas.


ORAÇÃO DA AVE MARIA

A saudação que o arcanjo Gabriel dirigiu à Virgem Santíssima ecoa ao longo dos séculos. É a oração mais repetida pelos lábios dos católicos - por conta da oração do Rosário, mais do que o próprio “pai nosso", apesar de sua forma, tal como a conhecemos hoje, ser relativamente recente.

A primeira parte da oração, como se sabe, foi tirada das Sagradas Escrituras. Foi composta, portanto, pelo próprio Deus, tendo saído da boca de São Gabriel, “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lucas 1.28) e de Isabel, “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (Lucas 1.42). As duas frases compõem um louvor a Maria e, ao mesmo tempo, uma profissão de fé nos mistérios relacionados à sua vida. Era rezada desde os primórdios na liturgia bizantina e foi adicionada à liturgia latina por São Gregório Magno, que a manteve como antífona do ofertório.

“Bendito é o fruto do teu ventre": Isabel contrapõe Maria a Eva. Enquanto esta quis tomar para si o fruto da árvore, aquela entrega o fruto do seu ventre. O seu louvor prossegue: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" O Papa Bento XVI comenta que “é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e que a leva a reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para visitá-la".

A segunda parte da oração, bem posterior, é uma súplica dos fiéis, que durante muito tempo foi rezada na oração litúrgica, pedindo à Santíssima Virgem proteção na hora da morte. Foi no século XVI que o Papa Pio V definiu o texto da oração tal como é conhecida hoje, já com o acréscimo dos nomes de Jesus e Maria.