DONS DE LÍNGUAS

No dia de Pentecostes Deus inverteu o que fez em Babel para mostrar que agora queria novamente que seu povo pudesse se entender. Os discípulos, cheios do Espírito Santo, falaram em diferentes idiomas, e judeus de várias nações os ouviram falar cada um em sua própria língua. Apesar de ter sido algo miraculoso, obviamente não há ali qualquer menção de um idioma angelical, pois fica claro tratar-se de idiomas humanos e há até uma lista das regiões onde esses idiomas eram falados (Atos 2), Paulo fala que alguns tem dons de variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas (1 Coríntios 12:10). Interpretar a língua dos Anjos? Claro que não, está claro, se trata de idiomas diferentes. De onde então o pentecostalismo tirou essa ideia, de que alguém poderia falar a língua dos anjos?


O problema é que Paulo não está dizendo ser capaz de falar a língua dos anjos. Ele está usando uma figura de linguagem e fica fácil entender isso se  lermos  os  "ainda que" usados por ele no texto: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos..."; "Ainda que tivesse o dom de profecia..."; "Ainda que conhecesse todos os mistérios e toda a ciência..." (1 Coríntios 13:1). O foco de Paulo não está nas coisas que ele supostamente seria capaz de fazer, mas no fato de que de nada adiantaria fazer tudo isso se não tivesse amor. Ao focar na "língua dos anjos" o pentecostalismo perde o foco totalmente, como a criança que ganha um brinquedo de aniversário e prefere brincar com a caixa.

A fortaleza do atual dom de línguas está construída sobre uma errônea interpretação desse versículo. Realmente, Paulo tem em suas epístolas coisas difíceis de entender, e os que torcem podem até se perder (2 Pedro 3:15,16), Paulo não diz que a língua era desconhecida, logo então, as línguas referidas eram idiomas estrangeiros em uso por nações, mas desconhecidas aos membros da igreja de Corinto. É erro deduzir da frase 'línguas estranhas', que uma língua especial estava sendo falada pelos corintos, uma vez que o dom já havia sido chamado de 'variedade de línguas' (1 Coríntios 12:10).

A VERDADE SOBRE O DÍZIMO

A palavra dízimo encontrado pela primeira vez na Bíblia em Gênesis 14 significa colheita, ou seifa e que foi uma atitude voluntária,  quando depois de uma guerra, Abraão ofereceu a um sacerdote chamado Melquisedeque; Jacó, seu neto, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos, esse dízimo nunca foi dinheiro e sim cereais, sendo este totalmente diferente do preceito religioso estabelecido na ordem levítica da lei de Moisés que pela sua lei o dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxas ou impostos, para ajudar organizações religiosas judaicas segundo a lei de Moises (Levítico 27:30-32, Malaquias 3:10; Hebreus 7:5). 

Segundo ordem levítica dízimo era dado exclusivamente aos levitas (1 Crônicas 15:2; Hebreus 7:5,11). Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel,  a mais pobre era a tribo de Levi, então as tribos mais prósperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos, guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro o que é terminantemente proibido por Deus, a tribo de Levi por sua vez também ofertava a viúvas órfãos e necessitados (Deuteronômio 26:12) repartiam com os estrangeiros, já que Israel no passado também já foi estrangeira, significando assim amor ao próximo, lá, benção era chuva para a colheita,  maldição era seca, o devorador eram os gafanhotos, tudo isso definitivamente nada tem a ver a associação do devorador com o demônio nem benção com prosperidade financeira, como ensina o sistema religioso de hoje, em toda a Bíblia não existe uma única citação que ampare essa afirmação. Segundo a Lei apenas os levitas poderiam recolher o dízimo.

Os líderes religiosos de hoje que recolhem o dízimo, não são da tribo de Levi, não são judeus e não fazem parte da lei de Moisés. Este costume existiu de Abraão até Levi (Hebreus 7:9), nessa passagem Paulo explica que, o dízimo termina em Levi e por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque, este ab-rogou (aboliu) o sacerdócio

JESUS É FILHO DO ANJO GABRIEL?

PERGUNTAS & RESPOSTAS

Nome: Fernanda vitória Lobato
Cidade/UF: São Paulo/SP
Grupo Religioso: Outra
Pergunta: Olá, gostei muito do site, sou da igreja Presbiteriana! Gostaria de sabe por que se diz que Jesus pode ser filho do anjo Gabriel!! Obrigada.

A Bíblia nos dá a entender que muitas vezes os anjos apareceram em forma humana. Partindo desse ponto, muitas pessoas vincularam definitivamente os seres celestiais à forma humana e passaram a associá-los a diversas características e limitações do ser humano. Entre esses aspectos está a questão da sexualidade. Anjos têm sexo?

Os anjos não têm sexo. O texto usado para defender a sexualidade dos anjos, Gênesis 6, é um texto obscuro, e, por isso, é interpretado erroneamente. Entretanto, o texto que nega tal sexualidade é cristalino em sua clareza. Jesus disse em Mateus 22:30: “Porque na ressurreição nem casam nem se dão em casamento; são, porém, como os anjos no céu.” Dizer que os anjos têm sexo apesar de não poderem se casar é, no mínimo, absurdo.

Ao anjo Gabriel foi confiada a missão mais alta que jamais havia sido confiada a alguém: anunciar o nascimento do Filho de Deus. Por isso, é muito admirado desde a antiguidade. O termo de apresentação quando apareceu a Zacarias para anunciar-lhe que ia ter por filho João Batista foi este: "Eu sou Gabriel, o que está na presença de Deus." (Lucas 1:19)

"Foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galiléia, a uma virgem chamada Maria, e chegando junto a ela, disse-lhe: 'Salve Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo'. Ela ficou confusa, mas disse-lhe o anjo: 'Não tenhas medo, Maria, porque estais na graça do Senhor. Conceberás um filho a quem porás o nome de Jesus. Ele será filho do Altíssimo e seu Reino não terá fim'". (Lucas 1:26-38)

Segundo a tradição, os arcanjos são os mensageiros (em grego "archangélos") de Deus das Boas Novas, nos ajudam a dar bom rumo e direção à nossa vida, nos dão compreensão e sabedoria. É a ele que recorrem os que necessitam desses dons.


OS SETE PECADOS CAPITAIS

Os sete pecados capitais denominam-se dessa forma por originarem outros pecados. Os pecados capitais possuem base bíblica e fazem parte do ensino moral cristão. São regras de libertação e não de aprisionamento do ser humano. Afinal, qual homem pode-se dizer livre quando na verdade é prisioneiro de suas próprias inclinações? E foi justamente para sermos homens e mulheres livres que Jesus foi sacrificado.

Origem

No século IV, são Gregório Magno e são João Cassiano definiram-nos como sete: orgulho, avareza, inveja, ira, luxúria, gula e preguiça. Até hoje na Igreja existe um consenso doutrinal sobre essa classificação.


No cotidiano, o católico pode lembrar desses pecados no exame de consciência que faz ao preparar-se para o sacramento da confissão. Eles servem de fonte de identificação para o defeito dominante que determina os outros, chamado de pecado hegemônico.

Os pecados capitais vão além do nível individual. Iniciando no coração da pessoa, eles concentram-se em determinados ambientes, instalando-se em determinadas instituições. A corrupção nas esferas do poder público pode ser identificada com a avareza, que aniquila o interesse generoso e correto para o desenvolvimento e os cidadãos da nação, em prol de benefícios financeiros próprios. Na realidade urbana, o aumento da violência relaciona-se à ira e à gula, esta representada pelo uso de drogas.


ORAÇÃO DA AVE MARIA

A saudação que o arcanjo Gabriel dirigiu à Virgem Santíssima ecoa ao longo dos séculos. É a oração mais repetida pelos lábios dos católicos - por conta da oração do Rosário, mais do que o próprio “pai nosso", apesar de sua forma, tal como a conhecemos hoje, ser relativamente recente.

A primeira parte da oração, como se sabe, foi tirada das Sagradas Escrituras. Foi composta, portanto, pelo próprio Deus, tendo saído da boca de São Gabriel, “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lucas 1.28) e de Isabel, “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre" (Lucas 1.42). As duas frases compõem um louvor a Maria e, ao mesmo tempo, uma profissão de fé nos mistérios relacionados à sua vida. Era rezada desde os primórdios na liturgia bizantina e foi adicionada à liturgia latina por São Gregório Magno, que a manteve como antífona do ofertório.

“Bendito é o fruto do teu ventre": Isabel contrapõe Maria a Eva. Enquanto esta quis tomar para si o fruto da árvore, aquela entrega o fruto do seu ventre. O seu louvor prossegue: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?" O Papa Bento XVI comenta que “é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e que a leva a reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para visitá-la".

A segunda parte da oração, bem posterior, é uma súplica dos fiéis, que durante muito tempo foi rezada na oração litúrgica, pedindo à Santíssima Virgem proteção na hora da morte. Foi no século XVI que o Papa Pio V definiu o texto da oração tal como é conhecida hoje, já com o acréscimo dos nomes de Jesus e Maria.


SÍMBOLO DO ESPIRITISMO

Se você está começando agora no Espiritismo, talvez estranhe o fato de não encontrar nenhum símbolo que o represente nos Centros que frequenta. Você sabe que o símbolo do Cristianismo é a cruz; sabe que a Estrela de Davi representa o Judaísmo; que o Yin-Yang representa o Taoismo; que a Lua crescente seguida de uma estrela representa o Islamismo. Mas, e o Espiritismo, existe algum símbolo que o represente?

Normalmente, podemos encontrar imagens que colecionam símbolos religiosos com diversos deles e ao chegar ao Espiritismo, encontramos uma pintura de Kardec ou uma foto de Chico Xavier. Em muitos sites, jornais, etc., usa-se a imagem de ambos como uma espécie de símbolo – na falta de um – para representar a Doutrina Espírita.

A prática espírita visa à simplicidade. E no conceito de simplicidade espírita está a ausência de tudo aquilo que não seja essencialmente necessário à prática espírita. É por isso que o Espiritismo não possui uma bandeira ou um símbolo visível na fachada que identifique ao transeunte um local espírita. Normalmente, apenas o nome da instituição, e nada mais.

Entretanto, em O Livro dos Espíritos – Prolegômenos (introdução ou prefácio) encontramos uma citação bastante curiosa, ditada pelos espíritos à Kardec:

SINAIS, GESTOS E SÍMBOLOS DA SANTA MISSA

Desde os primeiros séculos, os cristãos sentiram a necessidade de expressar seus louvores a Deus através de gestos, símbolos e sinais, que fossem também compreensíveis a todas as pessoas. Assim, com o passar dos séculos, a Liturgia da Missa se desenvolveu e se enriqueceu. Para aproveitar as inúmeras graças concedidas durante a Santa Missa, todo fiel deve tentar conhecê-la melhor e não simplesmente repetir o que os outros fazem ou dizem, sem saber o porquê. A Missa compreendida pode ser mais amada, e muito bem amada! No entanto, ninguém ama aquilo que não conhece e, dessa forma, acaba por não se beneficiar tanto quanto poderia.


Gestos, Símbolos e Sinais

SÍMBOLOS E SIGNIFICADOS

A palavra símbolo é derivada do grego antigo symballein, que significa agregar. Seu uso figurado originou-se no costume de quebrar um bloco de argila para marcar o término de um contrato ou acordo: cada parte do acordo ficaria com um dos pedaços e, assim, quando juntassem os pedaços novamente, eles poderiam se encaixar como um quebra-cabeça. Os pedaços, cada um identificando uma das pessoas envolvidas, eram conhecidos como symbola. Portanto, um símbolo não representa somente algo, mas também sugere algo que está faltando, uma parte invisível que é necessário para alcançar a conclusão ou a totalidade. Consciente ou inconscientemente, o símbolo carrega o sentido de unir as coisas para criar algo mais do que a soma das partes, como nuanças de significado que resultam em uma ideia complexa.

A seguinte relação de símbolos tem por objetivo apenas demonstrar o significado de cada um para a cultura ou religião que os adotou.

CRUZ


A cruz é um dos símbolos mais antigos do Cristianismo. Um dos significados teológicos da cruz é o relacionamento da humanidade (representada pela haste horizontal) com Deus (representado pela ponta superior da cruz) e o mundo material (representado pela ponta inferior, que toca ao chão).

É possível perceber então, uma divergência de opinião entre a Igreja Ocidental e a Oriental (Romana ou Latina e Grega ou Ortodoxa), enquanto que a Igreja Latina defende uma proximidade maior da humanidade com Deus, e por consequência um distanciamento da vida material, a Igreja Grega defende um equilíbrio entre ambos.


Uma variação da Cruz Latina é a Cruz de São Pedro.

Esta cruz tem este formato, em homenagem ao apóstolo Pedro, que segundo a tradição pediu para ser crucificado de cabeça para baixo por se considerar indigno de morrer da mesma maneira que seu Mestre.




A Cruz de São Pedro é um dos símbolos do Papado.




Por estar invertida este tipo de cruz também é muito usada no Satanismo, para representar o oposto do Cristianismo.



CRUZ DE NERO

É usada pelos satanistas e pelo movimento de Nova Era. A haste quebrada para baixo representava a princípio a derrota do Cristianismo. Na Idade Média, passou a ser vinculada com Satanás. No final da década de 50 o ateu britânico Bertrand Russel, a adotou como símbolo da paz, sendo também usada com esta finalidade pelos movimentos hipies na década de 60. Hoje é usada por grupos de rock, heavy metal black metal.




CRUZ ANKHADA

No antigo Egito simbolizava a vida, era usada somente por reis, rainhas e deuses para mostrar que o seu portador tinha o poder de dar e tirar a vida. Atualmente é usada pelos esotéricos da Nova Era, Ordem Rosa-Cruz e Maçonaria.



ARCO-ÍRIS 


Segundo a tradição judaico-cristã, o arco-íris é o sinal do pacto entre Deus e a humanidade, representada por Noé: "Estabelecerei a minha aliança convosco: não será mais exterminada toda a carne pelas águas do dilúvio, nem haverá mais dilúvio para destruir a terra. Disse Deus: Este é o sinal da aliança que faço entre mim e vós e todo o animal vivente que está convosco, para perpétuas gerações: o meu arco tenho posto nas nuvens, e será ele por sinal de uma aliança entre mim e a terra." (Gênesis 9.11-13).

Em algumas tradições folclóricas, como as sérvias, albanesas, húngaras e francesas, o arco-íris está associado à mudança de sexo, por este motivo é o símbolo do movimento gay.

ANARQUIA


Anarquia é o estado de um povo em que o poder público, ou de governo, tenha desaparecido. É a negação do princípio de autoridade, trazendo confusão e desordem. Seu símbolo foi usado inicialmente por grupos punk, sendo usado atualmente por grupos heavy metal.

PENTAGRAMA




Estrela de cinco pontas muito usada pelo baixo espiritismo, satanistas e pela Maçonaria. Invertendo o pentagrama ele se torna a cabeça de um bode.




O bode Baphomet é a mais conhecida representação de Lúcifer de todo o ocultismo.



O baixo espiritismo lhe atribui poderes mágicos.

CÍRCULO COM UM PONTO NO CENTRO



Símbolo usado pelo movimento de Nova Era para representar a deificação ou endeusamento do homem, sendo que o ponto no centro simboliza a energia, que segundo eles, emana para todo o ser. Na astrologia é o símbolo do sol.



YIN YANG

Símbolo do Taoísmo, religião criada por Lao Tsé na China no século III ou IV a.C., Lao Tsé ensinou que o universo é governado pelo TAO - o Caminho, energia cósmica composta pelo yin, princípio feminino associado à escuridão e a água  e o yang, princípio masculino associado à luz, a atividade,e ao ar. Estas forças opostas são interdependentes e cada uma contém a semente ou potencial da outra. O Taoísmo afirma que o Ying Yang estão unidos num total e perfeito dinamismo; não separados e nem estáticos, uma interação entre princípios negativos e positivos da natureza sendo que toda a criação, inclusive os seres humanos, é um produto dessas forças.

A saga de ficção científica Star Wars, usa muito da filosofia taoista.


SUÁSTICA


A palavra swastika, é uma combinação de duas palavras em sânscrito, su que significa "bem" e astai, que significa "estado" e é interpretado como "que o bem prevaleça", em termos pessoais e universais. 

No hinduísmo representa a força positiva da vida e da alegria. 

No budismo é conhecida como manji, representa o balanço dos opostos e a harmonia universal, no zen budismo representa a harmonia entre o amor e o intelecto.

Em 1920 Adolf Hitler, adota a suástica, de forma invertida, como símbolo do nazismo.


OM

Símbolo máximo do hinduísmo para o som sagrado OM (aum), é conhecido como a mãe de todos os mantras e orações. É a representação dos deuses que formam a tríade do hinduísmo: Brahma, Vishnu e Shiva. A palavra "mantra" vem do sânscrito,man que significa "libertação" e tra que significa mente, para os hindus o mantra é a "libertação da mente". 

O OM é tido como a soma de todos os sons do universo. Segundo o hinduísmo, as quatro partes do som representam os quatro estados de consciência: acordado, sonolência, sonhando e transe ou estado de transcendência. Ele inicia qualquer oração ou invocação hindu e é encontrado em todos os templos e casas dessa religião.

No ocidente, devido a dificuldade de reproduzir seus caracteres sânscritos, o OM também é representado pelo 3HO.




DELTA LUMINOSO



Símbolo importante dentro da Maçonaria. Significa a presença ante Deus e sua onisciência, sua vigilância divina que registra cada ato que o ser humano pratica.


COMPASSO E ESQUADRO

Na Maçonaria o compasso por ser um instrumento que traça círculos, abrindo e fechando, delimitando espaços, representa o senso da medida das coisas. Significa a justiça.

O esquadro simboliza o equilíbrio e a harmonia. Para o maçom, o instrumento simboliza a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal, que significa a trajetória a percorrer no mundo físico; e a outra vertical, que significa o caminho para cima. 

A letra "G" tem grande significado para a Maçonaria. O principal significado é a representação do Grande Geômetra, outra designação de Deus.



ESCADA EM CARACOL

Escadas em caracol, conhecidas como cochleus na Maçonaria Escocesa, simbolizam a progressão do iniciado e as paradas que ele deve fazer para refletir sobre o que lhe foi ensinado. Similarmente, a escada de Primeiro Grau tem três degraus que representam: fé, esperança e caridade. O nível mais avançado tem sete degraus que simbolizam justiça, bondade, fé, trabalho, paciência e inteligência.


ÁGUIA

Um símbolo sem ambiguidade e universal para força, velocidade e percepção. No Cristianismo a águia representa o Evangelho de João. A águia está amplamente associada ao poder e à liderança e foi adotada de várias formas por civilizações ambiciosas e expansionistas como um símbolo de identidade nacional e soberania.
A águia foi símbolo do Império Romano, da Alemanha nazista e é o símbolo dos Estados Unidos da América.

Estandarte Romano com a abreviação de senatus popolusque romanus (o Senado e o povo romano).




Brasão de Armas da Alemanha nazista

Selo do Presidente dos Estados Unidos da América, modificado pelo Presidente Truman em 1945 em relação à sua versão original de 1880. A mudança da cabeça da águia do lado direito para o lado esquerdo (em direção ao ramo de oliva, símbolo da paz) foi considerada como símbolo de mudança de guerra para paz.





ICTHUS

O peixe é um dos primeiros símbolos cristãos e marcava lápides nas catacumbas romanas, onde cristãos perseguidos se encontravam em segredo para seguir sua fé. É baseado nas primeiras letras gregas de Jesus Cristo de Deus Filho Salvador, Ieosus Christos Theou Yios Soter, que se soletra Icthus, a palavra grega para peixe.



ESTRELA DE DAVI

Estrela de seis pontas, dois triângulos entrelaçados, que o rei Davi mandou fazer quando conquistou a fortaleza de Jebus, para ser usada como símbolo nacional, e ainda hoje é o símbolo mais conhecido do judaísmo. Consiste no entrelaçamento da letra Daleth, que corresponde à letra grega Delta e a nossa letra . O nome hebraico David, começa e termina com "D". Essa letra, no hebraico da época de Davi era muito parecida com a letra Delta, de forma triangular.

A Nova Era dá a Estrela de Davi um significado esotérico, o mesmo princípio do  Yin Yang, pois afirmam que as duas pontas, a que aponta para cima e a que aponta para baixo, simbolizam o bem e o mal, o masculino e o feminino, espírito e carne, Deus e o homem, ativo e passivo e etc.

Na Maçonaria esta estrela é conhecida como Selo de Salomão, sendo que o Pentagrama que é chamado de Estrela de Davi.



ESTRELA E CRESCENTE

O crescente no Islamismo representa a autoridade divina e o crescimento devido à associação com a lua crescente. Também representa a expansão do mundo islâmico. A estrela matinal representa o Paraíso. Juntos, representam o mundo Islâmico, aparecendo prioritariamente nas bandeiras, inclusive nas do Paquistão e Turquia. A estrela e o crescente são comuns na arquitetura islâmica.


FOICE E MARTELO

O martelo representa a produção, enquanto que a foice é um emblema da agricultura. A foice e o martelo eram o emblema da antiga União Soviética e simbolizavam uma produção frutífera, a união dos trabalhadores urbanos e rurais.


MASCULINO E FEMININO


Os símbolos usados para representar os sexos masculino e feminino são os mesmos usados na astrologia para representar os planetas Marte e Vênus.
Marte era o deus romano da guerra e Vênus era a deusa romana do amor.



FARAVAHAR

O deus supremo dos persas, Ahura Mazda, foi personificado por faravahar, uma imagem majestosa que surge de um disco com asas e representa a aspiração humana em unir-se ao deus. A figura simboliza a vontade própria: sua mão apontado algo representa as aspirações da alma humana enquanto a outra mão segura um anel, simbolizando a realeza e o ciclo de nascimento, morte e renascimento.



LÁBARO


O lábaro é um dos primeiros símbolos do Cristianismo. É um monograma composto das primeiras letras gregas do nome de Cristo, X (chi) e P (rho). Também é conhecido como a cruz de Chi-Rho, as letras são escritas uma sobre a outra. A história conta que o imperador Romano Constantino I teve uma visão da cruz de Chi-Rho prometendo vitória a seu exército, depois que ele se converteu ao Cristianismo.


FLOR-DE-LIS


Associada à realeza francesa, a flor-de-lis tem três pétalas, representando a Santa Trindade e a tripla majestade de Deus, criação e realeza.



MÃO DE FÁTIMA

Fátima era a filha de Muhammed e sua adorada esposa Aisha. Embora ela não seja mencionada no Corão, a tradição muçulmana xiita lhe confere atributos como os que são atribuídos pelo catolicismo à Virgem Maria, referindo-se a ela como "Soberana das Mulheres de Todos os Mundos", a "Virgem" e a "Pura e Sagrada", e diz que ela foi criada a partir da luz da grandeza de Allah ou do alimento do paraíso. 

Na religião popular, os fiéis confiam em Fátima, que defende os oprimidos na luta contra a injustiça inicia da por seu pai. As mulheres xiitas viajam até os santuários dedicados à Fátima, onde oram para obter ajuda. Amuletos, conhecidos como a "mão de Fátima", são sagrados e usados para a proteção. Os cinco dedos da mão simbolizam os cinco pilares do Islamismo (A crença em Allah, no Corão, nos anjos, nos profetas e no dia do Juízo Final).



VERMELHO

O vermelho é a primeira cor do arco-íris e por isso tem uma posição privilegiada. É a cor do sangue, do calor, do poder, da paixão e do perigo. Muitas culturas o veem como energizante e estimulante. 

O vermelho é uma cor de sorte em toda a Ásia, pois simboliza a força da vida. É também a cor do poder. Nos tempos medievais, o uso desta cor era restrito à nobreza e à alta sociedade. É também ligada ao sangue sacrificial em rituais esotéricos. Na Idade Média, mulheres ruivas eram consideradas bruxas e prostitutas e a papoula era tida como a flor do diabo. Conforme o Cristianismo crescia, o vermelho passou a ser a cor do pecado e do desejo descontrolado, e não era bem visto. Para os budistas, vermelho é a cor da atividade e da criatividade. Na tradição cristã, é a cor do sangue e da comemoração da liturgia, dos santos martírios e do fogo. A cor vermelha é usada no Pentecostes.


AZUL

Cor do céu e do mar simboliza amplitude, eternidade e espiritualidade. Os antigos egípcios usavam-na como a cor da verdade, enquanto os gregos associavam o azul a Zeus e a Hera, os deuses dos Céus, e com Afrodite, a deusa do amor.  É a cor do Arcanjo Miguel, e os corpos dos deuses hindus Krishna e Vishnu são descritos como um azul vibrante para evidenciar sua divindade.

Azul royal era a cor do Rei David, o líder mais importante do povo judeu. O azul escuro é também a cor de Nut, deusa egípcia da noite, que representa sabedoria. Azul é a cor de Kwan Yin, deusa oriental da Misericórdia, e Maria, mãe de Jesus. Seus mantos azuis simbolizam sua conexão superior, assim como a devoção eterna e sabedoria espiritual.

Azul simboliza lealdade, devoção, amizade e verdade, muitas forças militares no mundo todo usam uniformes azuis para inspirar confiança. Na heráldica, brasões azuis são utilizados para simbolizar piedade e sinceridade.


ROXO

Na Roma Antiga, somente o imperador podia usar roxo. Era proibitivamente caro obter a cor púrpura antes da invenção dos pigmentos químicos. "Nascido para o púrpura" significava nascimento real, e na heráldica, o roxo indicava realeza e alto nível social.

Ulisses usava mantos roxos em sua jornada na Odisseia. Eles simbolizavam o triunfo sobre o perigo. Os antigos egípcios usavam amuletos dessa cor para afastar a adversidade.


AMARELO

Amarelo é a cor do Sol em sua forma mais intensa, e é associado à Atena, deusa da sabedoria e patrona do aprendizado e das artes, seu manto era dourado. Na China, o amarelo é a cor sagrada do imperador e do Sol. Amarelo alaranjado, ou açafrão, é a cor associada ao hinduísmo. Monjes hindus e budistas e freiras usam mantos desta cor para indicar sua renúncia à vida material.


VERDE

Verde é a cor da deusa Vênus e da natureza em sua maior fertilidade. Simboliza esperança, renovação e renascimento. O Livro dos Mortos egípcio fala sobre um escaravelho verde de pedra que deve ser posto no peito do defunto, para que ele possa falar na vida após a morte. Os antigos egípcios descrevem Osíris, deus da vegetação, como verde, representando a fertilidade da natureza.

No Islamismo, verde é a cor sagrada que representa a fertilidade nas regiões desertas e conhecimento. Aqueles que vão para o Paraíso após a morte vestem mantos verdes. No ocidente, simboliza esperança depois de um inverno sombrio e os primeiros sinais de primavera representam regeneração e o início de um novo ciclo. O verde simboliza o profundo e o oculto conhecimento que a natureza esconde. Na China, corresponde ao trigrama Ch'en, o estimulador, manifestação da primavera, raio e o início da ascesão do yang.

Os alquimistas acreditavam que a luz esmeralda podia dar acesso aos segredos mais profundamente guardados e por isso o verde é associado aos mais ocultos dos mistérios. Na tradição cristã, simboliza o triunfo da vida sobre a morte e é a cor da liturgia durante a Epifania e para os domingos depois do Pentecostes.


PRETO

O preto indica ausência de luz e também o poder das trevas. É um sinal de luto em muitas culturas islâmicas e no cristianismo ocidental. A magia negra é associada a forças malignas e danosas.

No antigo Egito, preto era a cor da ressurreição da morte e da vida eterna. Era também a cor do deus Anúbis, que levou a morte para o mundo inferior, e do deus Min, que controla o crescimento e a colheita.

Na tradição cristã, preto geralmente é associado a penitência. Na África, preto é a cor da noite, da dor, da adversidade, assim como do mistério. No islamismo, é a cor do azar: diz-se que um cão negro traz morte a família, galinhas pretas são utilizadas na magia negra e preto é utilizado como um amuleto contra o olho do mal. Místicos descrevem o preto como a cor da essência divina, uma vez que o preto contém todas as cores e as torna indistinguíveis. Assim, o preto é também o símbolo de unidade indivisível. O véu da Caaba é preto.


BRANCO

O branco tem sido o símbolo de celebração desde os tempos romanos. Representa a pureza e a virgindade e é usado na liturgia cristã durante o Natal e a Páscoa. No Oriente, é a cor do luto - viúvas hindus usam branco como um sinal de sua perda.

Aborígenes australianos usam branco para representar o mundo dos espíritos. Eles circundam a forma humana com linhas brancas fortes, indicando que o mundo espiritual começa assim que termina o corpo humano. Cor da luz, o branco é geralmente lembrado como uma cor da sorte. No Marrocos, quando um casal oficializa o noivado, leite é bebido para simbolizar o "branco", ou uma vida de sorte.


Fonte de Consulta: 
Os Símbolos Místicos - Brenda Mallon
O Grande Livro dos Signos e Símbolos - Mark O'Connell e Raje Airy