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A arte de viver


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ntão, me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar”. (Provérbios 1:28)
O livro de Provérbios é o convite divino para viver uma vida sábia. Sabedoria não é, como muitos imaginam, uma forma avançada de conhecimento. Quando eu era garoto, admirava muito um professor a quem os alunos consideravam sábio. Olhávamos para ele como se tivesse algum tipo de segredo que lhe permitisse guardar dentro de si verdades enigmáticas que pouca gente conhecia. Evidentemente, esta era uma visão mística da sabedoria.

Para Salomão, a sabedoria não envolve mistério, nem se limita a uns poucos “privilegiados”. Nos provérbios encontramos a palavra sabedoria repetida quarenta vezes, e em todos os casos se refere à arte de viver.

Deus quer que seus filhos saibam viver. Esta é a única maneira de ser feliz. O “saber” envolve aprendizagem, e a vida é a escola onde Deus ensina ao ser humano a maneira prática de entender como funciona o mundo. O segredo da felicidade não é apenas um assunto de conhecimento intelectual; mas, acima de tudo, a maneira como você usa essa teoria.

No provérbio de hoje, vemos o final da história. Pessoas que ao longo da vida foram chamadas por Deus para serem sábias e viverem uma vida feliz, rejeitaram o convite divino. Anelavam uma vida vitoriosa, mas tentaram achá-la do seu jeito, andando nos seus próprios caminhos e sem prestar atenção às recomendações divinas.

Resultado: A vida passa, as pessoas envelhecem e descobrem que nunca foram felizes. Então, procuram em desespero o que tantas vezes rejeitaram. “... me invocarão, mas eu não responderei”, diz o Senhor.

Não é revanchismo de um Deus zangado, é apenas a descrição de uma situação real. As pessoas que buscam e não acham, são pessoas que buscam por motivações erradas. Não há sinceridade na sua busca. O problema não é o fato de que Deus não as ouve, mas o coração rebelde que se endureceu por rejeitar constantemente o convite de Deus..

Hoje é o dia. Agora é o momento de dizer sim, porque chegará o dia quando: “... me invocarão, mas eu não responderei; procurar-me-ão, porém não me hão de achar”.